quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

A Inteligência dos Animais - Peixes

“Mas você não come nem um peixinho?”
 
Bem-vindo(a) de volta ao meu blog!

Continuando com o tema da postagem da semana passada, hoje trago para vocês algumas informações sobre outro animal que é, muitas vezes, ainda mais subestimado do que as galinhas: o peixe.

Quem aí já assistiu a animação “Procurando Nemo” deve lembrar da querida peixinha Dory, do gênero Cirurgião-patela (tá, eu pesquisei isso no Google rs), e de seu problema de memória recente. Acredita-se que a personagem tenha essa característica por conta do mito de que os peixes tem uma memória curtíssima, às vezes com cerca de 3 segundos. Mas o que vamos mostrar hoje é que a coisa não é bem assim – e estudos mais avançados mostram que os peixes podem ser muito mais inteligentes do que nós pensamos.
Confira abaixo:

Uma matéria da Revista Super Interessante afirma o seguinte: “Quando o estúdio Pixar colocou no filme Procurando Nemo uma peixinha que esquecia tudo em poucos segundos, estava brincando com uma idéia que por muito tempo existiu na comunidade científica: peixes teriam memória de apenas três segundos. Estudos recentes mostram que isso é balela. Esses animais são capazes de lembrar e ainda guardam as informações a longo prazo. Foi o que comprovou o pesquisador Culum Brown. Ele prendeu um grupo de peixes arco-íris australianos num tanque e os treinou para encontrar uma saída. Após cinco tentativas, todos conseguiam achá-la. Onze meses depois, o pesquisador refez o teste. Dessa vez, os peixes localizaram a saída na primeira tentativa.
Graças à memória, peixes também reconhecem outros indivíduos. Ao presenciar uma luta, o animal não apenas retém informações, como cria um ranking de lutadores. No futuro, ele evitará brigas com os fortões. Cardumes também são capazes de aprender e memorizar a se desvencilhar de redes ou então viajar em formações que os protegem de predadores.

Talvez os peixes de espécies diferentes apresentem memórias diferentes em relação a seu tempo de “duração”, porém isso já não posso afirmar com total certeza.
Ainda assim, é interessante percebermos o quanto esses animais têm a capacidade de estabelecer relações entre eles e entre o ambiente à sua volta.

Agora vamos entrar um pouco no assunto de que “peixes não gritam”, ou seja, o falso argumento que já ouvi de algumas pessoas de que os peixes não sentem dor e portanto não sofrem quando são mortos.
Wikipédia afirma que (...) “há estudos ainda que indicam que os peixes possuem sistemas nervosos mais complexos do que se pensava e que suas consciências das sensações dolorosas podem ser, evolucionariamente, muito mais antigas do que se suspeitava.”



No site Vegetarianismo.com.br: “Em verdade, no que concerne a habilidade de sentir dor, os peixes são iguais aos cachorros, gatos e outros animais. O Dr. Donald Broom, consultor científico do Governo Inglês, explica que 'A literatura científica é muito clara. Anatômica, fisiológica e biologicamente, o sistema de dor dos peixes é praticamente o mesmo que o das aves e dos outros animais.' (...)
Segundo o Dr. Michael Fox, D.V.M., Ph. D., 'Embora os peixes não gritem (de forma audível para os humanos) quando estão com dor e em angústia, o comportamento deles deveria constituir evidência suficiente do seu sofrimento quando fisgados ou capturados em rede. Eles se esforçam, procurando escapar e, assim fazendo, demonstram a sua vontade de viver'.

Você já parou para pensar o que ocorre na pesca? Tanto na pesca com vara quanto na pesca com rede? Ponha-se no lugar de um peixe: você está em seu habitat natural procurando alimentos para sobreviver, assim como qualquer outro ser vivo precisa fazer. Você encontra então, uma minhoca, e abocanha-a. No mesmo instante, sente algo perfurando sua boca e deixando-o preso a um gancho. Você debate-se para livrar-se daquele sofrimento, mas o que quer que esteja do outro lado do gancho começa a te puxar. Desesperado, você coloca toda sua força nessa tentativa de livrar-se, livrar-se da dor, livrar-se do sofrimento, afinal você só queria alimentar-se, mas eventualmente o outro lado ganha. Você então é retirado de seu habitat, ainda preso pelo gancho na boca. Para finalizar, você é colocado num local onde fica absolutamente sem oxigênio, e morre sufocado e sem ar.
Cruel, não é?
Pois é.
E mesmo a pesca com rede é desumana (adoro a ironia dessa palavra); na verdade, qualquer tipo de matança de animais não pode ser feita de uma maneira agradável.


Pra finalizar, veja só esse registro incrível: já acreditava-se que os peixes possuíam a habilidade de utilizar certos tipos de ferramentas para facilitar sua obtenção de comida, porém isso nunca havia antes sido registrado em câmera. Mas um biólogo conseguiu capturar em imagens um peixe usando uma rocha em sua boca e batendo-a contra uma ostra, para conseguir abri-la e alimentar-se de sua carne! (Só para a informação de todos, também não como ostra. Nem camarão. Nem lagosta. Nenhum fruto do mar!) Veja só essas imagens: (no link acima também há a matéria explicando o que ocorreu)





Sugiro seguirmos o lema do tubarão vegetariano de Procurando Nemo, o Bruce, que repete junto com seus amigos: “Peixes são amigos, não comida!”




Até a semana que vem!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A Inteligência dos Animais - Galinhas

Feliz ano novo, leitores!

Resolvi começar 2016 com o pé direito e retornar com as postagens do meu blog!

Quero falar um pouco sobre a inteligência dos animais!
Quando falo desse assunto, aposto que a primeira coisa que vem na sua cabeça são os cachorros e gatos, certo? Mas e se eu te disser que os animais que consideramos como animais de consumo são muitas vezes tão – ou mais – inteligentes do que os nossos pets?
Isso mesmo! Pesquisas realizadas comprovaram que as vacas, porcos, galinhas e até mesmo os peixes apresentam muito mais capacidade de compreensão do que nós podemos pensar!

Sendo assim, vou dividir esse assunto em 4 partes, para que possamos falar separadamente de cada um desses 4 animais e de sua inteligência.



Começando hoje, vamos falar um pouco sobre as galinhas, pois vi uma notícia muito interessante da região aqui do interior de SP que me inspirou a fazer esse post.

Confira abaixo:

Um trecho do texto dessa página conta que: “Galinhas exibem "flexibilidade comportamental." Por exemplo, às galinhas foram dadas alimentos saborosos e intragáveis em tigelas de cores diferentes. Em seguida, os pesquisadores ofereceram comida para os filhotes de galinha, mas as cores para os bons e maus alimentos foram trocados. As galinhas advertiram seus filhotes a não comerem o que elas pensavam ser a comida ruim.

No vídeo abaixo é possível observar a mamãe galinha ensinando seus filhotes pintinhos a se alimentarem. Quando a comida é colocada no ninho, a mamãe galinha faz um som específico para avisá-los que o alimento chegou. Além disso, ela tem o cuidado de afastar a "forragem" do chão, separando-a dos grãos, para que seus pintinhos possam comer com mais facilidade. Isso ajuda na nossa sensibilização para percebermos como esses animais também têm fortes instintos maternos. Confira:


Essa matéria afirma que “(...) as galinhas têm um conhecimento cultural que passam de geração em geração. Em um estudo da Universidade de Bristol, os frangos foram alimentados com uma mistura de grãos de milho amarelo e azul. Os grãos azuis estavam contaminados com produtos químicos que fizeram as aves se sentirem doentes, e elas rapidamente aprenderam a evitar o milho azul inteiramente. Quando estas galinhas tiveram pintinhos, milho amarelo e azul foi espalhado ao redor da fazenda (desta vez inofensivos), e as galinhas mães lembraram-se de que o milho azul tinha  anteriormente lhes deixado doentes, afastando cuidadosamente seus filhotes destes.”

Algumas pesquisas afirmam até mesmo que as galinhas são mais inteligentes do que crianças de até 4 anos! “Galinhas-bebês têm a noção, por exemplo, de que um objeto retirado de seu campo de visão não deixa de existir, característica que não ocorre em bebês humanos, que tendem a pensar que o objeto que eles não enxergam simplesmente não existe”.
As galinhas também compreendem relações sociais entre elas. “Quando em seu ambiente natural, não confinadas, galinhas formam complexas hierarquias sociais, e cada galinha sabe o seu lugar na escada social, lembrando-se dos rostos e posições de mais de 100 outras aves . Os cientistas concordam que complexas estruturas sociais e boas memória são sinais inegáveis de inteligência avançada comparável à dos mamíferos.

E, agora sim, a matéria do interior de SP que me deixou boquiaberta: um galo domesticado por um menino de 4 anos vive como um pet junto com a família. Eles até mesmo dormem juntos! Confira:


Muitas pessoas acreditam que animais como as galinhas e os peixes são burros, ou ao menos não tão inteligentes quanto nossos pets; mas só porque esses animais não se manifestam como os outros, não quer dizer que eles sejam desprovidos de inteligência! Além do que, qualquer animal que compreende dor e sofrimento, bem como bem-estar e segurança, não deveria ser privado de viver uma vida segura, saudável e sem crueldade. Eles merecem a nossa compaixão e devem ser tratados com respeito. Já é hora de quebrar preconceitos e estereótipos – estamos na era da informação e há muita informação disponível na internet. Vamos pesquisar, nos informar, e buscar cada vez mais viver uma vida que, de todas as maneiras possíveis, contribua para um mundo melhor!

Até semana que vem!
#GoGreen



domingo, 30 de agosto de 2015

Dois anos de vegetarianismo!!!!

Olá leitores!
Bem vindos de volta ao meu blog!

Demorei, mas finalmente resolvi fazer esse post que eu deveria, literalmente, ter feito a 4 semanas e um dia atrás atrás!!! (Pois foi quando completou-se exatamente dois anos da minha escolha tão fatídica) 

Ok, então aqui vamos nós: No dia 1º de Agosto completaram-se, oficialmente, dois anos da minha decisão de virar vegetariana.
Em 1º de Agosto de 2013 foi quando, pela primeira vez, e por livre e espontânea vontade, eu decidi que não consumiria mais nenhum tipo de carne. O vídeo/documentário que vi literalmente fez com que eu mudasse meus hábitos alimentares da noite para o dia.
E, desde então, eu lembro a cada dia da decisão que tomei.
Sim, pois essa não é uma coisa da qual você se esquece.

Todos os dias os vegetarianos e veganos enfrentam um mundo que não foi feito para eles (mas que um dia será, com todos os habitantes da Terra vivendo em harmonia com seus “irmãos menores”, nossos co-habitantes planetários que são, em questão de inteligência, inferiores a nós e que, por isso mesmo, devem ser tratados com respeito).
Todos os dias eu lembro da minha decisão:
• Quando vejo uma mesa de café da manhã com presunto, peito de peru, patê de atum/sardinha;
• Quando vou almoçar ou jantar e tenho à minha frente um bife, ou carne moída, ou carne de panela, ou peito de frango, ou frango desfiado, ou frango frito, frango assado, carne de porco, bacon, costelinhas, feijoadas, filés de peixe, camarões........
• Quando em confraternizações há esfihas de carne, risólis de presunto, coxinhas de frango, folhados de presunto e queijo (quando dou sorte, encontro pão de queijo ou bolinhas de queijo; realidade essa que também é outra para os veganos);
• Quando vou a um churrasco para celebrar alguma data especial de colegas ou parentes meus e há milhões de piadinhas sobre o fato de vegetarianos não comerem carne... Sim, aquelas que todos nós (que escolhemos essa vida) já estamos cansados de ouvir;
• Ao mencionar sua decisão para alguém e ouvir os questionamentos que, às vezes são realmente por interesse e curiosidade em relação à sua alimentação e seu estilo de vida, mas que na maioria das vezes são apenas para tentar te contradizer, te sacanear, ou mesmo para tentar te convencer a voltar a comer carne...? (Pois essa é a única razão lógica para certas “discussões” das quais já participei com carnívoros);

E, todos os dias, eu me orgulho de ter tomado essa decisão. É um orgulho bom; não me acho melhor do que quem come carne (até porque durante 14 [quase 15] anos da minha vida, eu também comi carne), mas me orgulho de ter conseguido passar por cima do meu próprio prazer material, de saborear uma carne que provém de um outro ser que já foi vivo e senciente. Tenho um longo caminho a percorrer ainda, que talvez em anos futuros eu consiga concretizar (livrar-me de outros produtos de origem animal, talvez; também me alimentar de um modo mais saudável, abrindo mão dos refrigerantes e outros produtos industrializados). O importante é dar um passo de cada vez, e viver um dia de cada vez. Foi isso que decidi quando tomei minha decisão; não me estipulei um prazo. Decidi que seguiria no vegetarianismo até quando eu conseguisse.
A escolha do vegetarianismo, na minha opinião, pode basear-se em um famoso lema, o “Só Por Hoje”, que podemos adaptar para nossa vida diária em: “Só por hoje eu não irei sucumbir às minhas vontades e meu egoísmo. Só por hoje vou preservar e dar valor à vida de outro ser que, assim como eu, compreende dor, medo e sofrimento, e que merece, assim como eu, viver uma vida digna, em liberdade e conforto.”

Lanço o desafio aos leitores deste blog para, só por hoje, abrirem mão de comer carne. E quem sabe, dia após dia, vocês tornem-se vegetarianos e possam comemorar assim como eu e muitos outros vegetarianos, 1 ano, 2 anos, 10, 15, 30, 70 anos de vegetarianismo....!


domingo, 19 de julho de 2015

[VÍDEO] Animais resgatados de fazendas pecuaristas

Bem-vindos novamente, leitores!

Essa semana estava navegando por um dos meus sites preferidos, o Razões para Acreditar. Eu gosto muito de ir até lá algumas vezes porque, nos dias de semana, tenho costume de abrir os sites comuns de notícia (Terra, Uol, G1, etc) para ver o que está acontecendo pelo mundo. Mas você já percebeu como só há negatividade nesses sites? Grande parte das notícias só fala de tragédias, de calamidades, roubo, corrupção... Sem falar nas pessoas se matando e se ofendendo nos comentários, né?
Então, quando eu preciso de mais energia positiva na minha vida, eu vou até o RPA e leio um pouco. E aí eu encontrei uma matéria lindinha que resolvi colocar aqui no blog para esta semana.

Segue abaixo a matéria na íntegra, com todos os créditos para o Razões para Acreditar, é claro. Se preferir pode clicar aqui para ler a matéria no próprio site deles.

Espero que gostem :)


Animais resgatados de fazendas pecuaristas correm de alegria

Por Redação RPA | 

Edgar’s Mission e seus voluntários tentam resgatar animais que vivem em condições ruins e inadequadas todos os dias.
Depois de soltos, eles cuidam para que os animais recebem uma outra chance de viver dignamente, e dão a eles a qualidade de vida que merecem.
No vídeo abaixo, você vai ver aniamis muito felizes após serem libertados de uma dessas fazendas de criação, onde enfrentam superlotação e são privados de suas necessidades e comportamentos mais naturais.
Santuários como o mantido pela Edgar’s Mission são cada vez mais imprescindíveis para receber animais resgatados dessas fazendas. As informações são do site One Green Planet.
Assista ao emocionante registro da alegria desses bichinhos:

Whose having more fun?! from Edgar's Mission Farm Sanctuary on Vimeo.




E aí, o vídeo termina com a linda mensagem: "Se nós pudéssemos viver felizes e saudáveis sem machucar outros... por que não o faríamos?"
Fica a reflexão. Boa semana!! Go green!

sábado, 11 de julho de 2015

Yulin e o polêmico festival chinês onde consome-se carne de cachorro

Olá leitores!

Novamente, após muito tempo sem postar, voltei pra trazer pra vocês (assim como prometido no Facebook) uma matéria sobre a qual eu já tinha comentado "por cima" anteriormente aqui no blog, e que veio à tona novamente por conta de um acontecimento recente.
Então hoje eu trago pra vocês minha postagem sobre o que aconteceu em Yulin, na China, há cerca de duas semanas: o festival chinês onde consome-se carne de cachorro.

No final de semana do dia 21 de junho (apesar dos manifestos de muitos ativistas e pessoas em geral que, como a maioria em nosso mundo ocidental, têm cachorros em suas casas) aconteceu o festival em Yulin onde carne de cachorro é consumida abertamente.
Muitas pessoas se opuseram contra, aconteceram campanhas em diversas redes sociais como Facebook, Twitter e Instagram, e é claro, muitos se emocionaram e ficaram chocados com o que ocorre nesse festival. Cerca de dez mil cachorros foram abatidos e consumidos pelos frequentadores do festival.
E aí eu propus mostrar a visão vegetariana em relação a esse assunto.

Antes de mais nada, quero deixar claro que obviamente eu sou contra esse tipo de acontecimento. Desenvolvi um carinho por todos os animais, domésticos ou não (apesar que, se for pra ser sincera, aves me assustam um pouco! Hahaha. Mas claro que prefiro elas vivas), e portanto todas as vidas são importantes para mim. Mas achei esse acontecimento uma boa oportunidade para tentar abrir a mente de outras pessoas que vivem aqui, no ocidente do mundo (onde os cachorros são tão valorizados), e mostrar que é possível modificarmos nossas atitudes. Então vamos lá:

Já parou pra pensar que, os animais que aqui importam tanto para nós, podem não importar tanto para outras culturas? E alguns animais que são diariamente consumidos aqui, são considerados sagrados em outros países?

No ocidente, cachorros fazem parte de nosso dia-a-dia, e são praticamente nossos filhos.
É difícil hoje em dia encontrar uma família que não tenha adotado um cachorro como membro da família.

Essa é a minha linda cachorrinha, a Flor <3


Portanto, imagens como essas, abaixo, são absurdas para nós:
Cachorros amontoados para serem "utilizados" nos festivais.

Mas as vacas, ou como são conhecidas pelo mercado, "carne de boi", não são tão importantes para nós. Elas fazem parte da alimentação diária da maioria da população, intercalando com as galinhas (frango) e os peixes em nossos pratos. Mas já parou pra pensar que na Índia esses animais são sagrados? Lá, nenhum mal deve ser infligido a uma vaca, e se uma fica no meio da rua, por exemplo, os cidadãos devem desviar-se dela e deixá-la livre.


Não existe churrasco lá e até mesmos os lanches do McDonalds que normalmente utilizam carne de vaca são substituídos (é mais comum utilizarem frango ou outros tipos de carne lá).
Cardápio do McDonalds na Índia

Portanto, para eles, ver uma imagem como essa abaixo, seria um absurdo, e causaria tanto comoção lá quanto a imagem dos cachorros causa aqui.
Vaca a segundos de ser abatida

Acredite, há imagens muito piores internet afora. Não coloquei-as aqui simplesmente por discrição, mas se tiver coragem é só jogar na pesquisa de imagens do Google e ver como um bife é feito.

E então, caímos novamente naquela questão: por que amamos alguns animais e comemos outros? Se é simplesmente por questão cultural, então não devemos nos impressionar se em alguns países o consumo de carne de cachorro é tão comum. E se mesmo assim isso te espanta, então por que não começar a ver os animais "de consumo" do nosso país com uma outra visão?
Por que um cachorro ou um gato merecem mais o seu carinho do que uma vaca, um porco, uma galinha ou um peixe? Somente porque os primeiros vivem na sua casa? Temos que nos lembrar que todos esses seres mencionados são sencientes. Pra quem não sabe, pela definição do Google: 

Senciência é a "capacidade de sofrer ou sentir prazer ou felicidade".


Então, finalmente, convido você, que está lendo isso neste momento, a ter uma nova visão sobre os animais, os seres vivos que dividem o planeta conosco.

E mais uma vez, faço o convite: GO GREEN! <3

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Respondendo as perguntas

Oi novamente, leitor!

Se você vem acompanhando meu blog, sabe que na semana passada criei um post dedicado a ouvir suas perguntas em relação a mim, minha escolha, e o vegetarianismo em geral.
E como prometido, no próximo post (que no caso é este) eu iria responder as perguntas.
Como na semana passada acabei recebendo somente uma pergunta por um comentário aqui do blog (obrigada, Natalia Christina!), vou reunir também as dúvidas mais frequentes que recebo no dia-a-dia, bem como algumas que figuram nos principais sites de vegetarianismo.

Então vamos lá!


  • A Natalia Christina fez a seguinte pergunta:
Olá, tambem sou vegetariana, e tenho na minha cabeça que nunca mais vou comer carne, nao importa oque aconteça, (se depender de mim pelo menos) e gostaria de saber se voce se ve voltando a comer carne um dia, se há essa possibilidade? perguntinha extra: voce sabe algo sobre creme de leite? esses industrializados, uma vez tava pesquisando sobre a gelatina, e vi em um site que vegetarianos tbm nao podem comer creme de leite, porque tem as mesmas substancias que a gelatina (o colageno, eu acho, que é oque deixa o creme de leite com aquela textura) mas ai fui procurar, rodei o Google inteiro e nao achei nada no creme de leite relacionado a gelatina, voce sabe algo sobre isso? Obrigada pela atençao. :)

    • Respondendo à sua pergunta: a questão de voltar ou não a consumir carne é algo que às vezes me faz pensar, mas algo que ao mesmo tempo eu prefiro deixar pro futuro. Eu parei de comer por razões éticas e, frequentemente, quando vejo um pedaço de carne, lembro o que foi necessário para que esse alimento chegasse até à mesa de alguém. Por este motivo, acho muito improvável que eu volte a comer carne algum dia, porque minhas razões não vão mudar, e nem o modo que os animais são mortos. Uma coisa que TALVEZ (mas só talvez) me faça voltar a consumir carne, é que eu pretendo viajar pelo mundo todo em algum momento da minha vida, e conhecer outras culturas implica também em conhecer seus pratos típicos. Dependendo da situação, pode ser que eu ache alternativas (ou seja, comidas típicas que não contenham carne), e pode ser que não. Isso, de acordo com minhas escolhas no futuro e minha maturidade, talvez façam com que eu mantenha minha decisão, e talvez façam com que eu mude-a. Mas isso eu deixo pro futuro decidir. Quanto ao creme de leite, nunca ouvi dizer nada sobre isso. Vou aproveitar sua pergunta e usar isso de "gancho" para um próximo post, e também para falar um pouco sobre a gelatina :)

Agora, as perguntas mais comum que me são feitas:

  • Você não come nem peixe?
    • Não. Não consumo nenhum tipo de animal que seja senciente (que tenha dor, sofrimento, medo, etc) e nem mesmo os que tecnicamente não sentem dor, como alguns frutos do mar (camarões, ostras, etc). Ser vegetariano não significa não comer somente carne vermelha - significa não comer nenhum tipo de carne animal.
  • E leite e ovo?
    • Sim. Eu sou considerada ovo-lacto-vegetariana. O que significa que consumo os produtos dos animais, ou seja: ovos, leite, mel, derivados do leite etc.
  • Mas por que você consome leite, por exemplo? Não é parte da vaca?
    • Tecnicamente falando, uma vaca não tem que morrer para que eu possa consumir o leite dela. Antes de mais nada, entendam que eu praticamente não tomo leite, nunca gostei. Mas consumo o leite em alguns produtos, como bolos e doces, por exemplo. Que fique claro que eu também não concordo com as condições nas quais as vacas são criadas para que as grandes indústrias utilizem o produto delas; porém tornar-me vegana será uma tarefa ainda muito árdua para mim, que às vezes ainda tenho problemas sendo somente vegetariana. Minha meta para o futuro é um dia criar meus próprios animais, livres e em ótimas condições para viverem uma vida digna e saudável, para que assim eu possa consumir esses produtos com a consciência mais limpa, sabendo que estes são bem tratados.
  • Você não sente falta de comer carne?
    • Não vou mentir: às vezes eu sinto, sim. Sempre gostei muito de carne e abrir mão desse alimento não foi uma decisão fácil para mim, mas era algo que eu senti que deveria ser feito. Muitas vezes em situações onde saio com minha família ou colegas, onde todos consomem carne, a tentação aumenta um pouquinho e a saudade de comer carne bate. Mas estou segura e contente na minha decisão, e sei que isso é por um bem maior.
  • Mas que diferença faz para a indústria da carne quando UMA pessoa para de consumir esse produto?
    • De verdade? Quase nenhuma, infelizmente. Mas é aos poucos que as coisas vão mudando, e talvez minha decisão possa influenciar mais alguém a parar também. E tomei essa decisão pois não conseguiria carregar o fardo de saber com o que eu estava contribuindo. Não estou dizendo que quem come carne é mau, ou que está fazendo algo errado; isso vai de pessoa para pessoa, e eu simplesmente tomei essa decisão por causa de MIM. Refletindo, percebi que, do meu ponto de vista, era hipocrisia encher minha cachorrinha de beijos e depois comer um bife; sendo que em alguns países, carne de cachorro ou gato é super comum e na Índia as vacas são sagradas. Afinal, quais são nossos parâmetros para decidir que carne deve ser consumida e qual não? São simplesmente questões culturais! De qualquer jeito, uma vida se foi para que eu tenha esse prato na mesa, quer seja de uma vaca, de uma galinha, de um porco, de um cachorro ou de um gato. Animal por animal, preferi não consumir nenhum.
  • É difícil parar?
    • Na minha opinião, a primeira semana foi muito difícil. E os dois primeiros meses foram um pouco complicados para que meu corpo se acostumasse e se adaptasse. Mas com o passar do tempo, vai ficando cada vez mais fácil.
  • Você perdeu peso ou teve problemas de saúde?
    • Não. Por incrível que pareça, eu ganhei peso, aproximadamente 4 quilos, depois do primeiro ano que parei de comer carne. Acredito que isso vá de pessoa pra pessoa, e acho que uma das razões pela qual engordei, é porque como mais massa (arroz, macarrão, pão) para compensar. E quanto a saúde, é só ver meu post sobre O que aconteceu depois, e você vai ver que minhas vitaminas estão perfeitas. :)

Enfim, esta é uma decisão da qual eu não me arrependo, e que levarei para frente até quando me for possível. Leia, pesquise, reflita, experimente!
Faça parte da campanha Segunda Sem Carne e veja você também como é possível viver sem carne.
E se tiver dúvidas, estou sempre à disposição, aqui no blog e também no meu Facebook!

Go green! <3

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Especial: OBRIGADA!! 500 visualizações + Sessão Perguntas

Olááá leitores!

Primeiro de tudo: desculpem-me por ficar tanto tempo sem postar. Tenho muitas coisas novas acontecendo na minha vida e a rotina ficou um pouco corrida, ainda estou me acostumando. Prometo assim que possível voltar ao ritmo normal da página, de uma postagem a cada semana.

Segundo: MUITO OBRIGADA!!!
Graças a todos vocês, minha página chegou a 500 visualizações e isso pra mim já é enorme!
Olhem que coisa linda!! <3

Obrigada a todos os que tiram um tempinho para ler minhas postagens, aos que comentam e curtem as postagens no Face, etc... São vocês que fazem esse blog continuar :)

E terceiro: o post de hoje vai ser diferente!
Como eu não tenho nada programado para postar hoje, gostaria de usar este dia pra preparar a postagem da próxima semana.
Gostaria de saber de vocês: que perguntas vocês têm para me fazer?

Sim, isso mesmo!
Se você tem alguma dúvida sobre vegetarianismo, sobre a minha jornada nessa escolha de vida, ou mesmo sobre o blog: a hora é essa!
Durante toda essa semana estarei "recolhendo" perguntas de vocês, e no post da semana que vem irei respondê-las.
Caso ninguém queira perguntar nada, irei pegar na internet as dúvidas mais frequentes dos não-vegetarianos, e colocarei as respostas aqui também.

E aí, quer me ajudar nessa?
Então vamos lá!
Se você tem um blog no Google, pode perguntar por aqui mesmo. Caso você tenha vindo até aqui por meio do Facebook, pode me mandar uma pergunta na postagem, ou por inbox, se preferir.

Aguardo a ajuda de vocês, e espero ansiosamente pelas perguntas.
Até semana que vem!!