Olá, leitores queridos! Aproveitando o embalo do filme Procurando Dory, que tem sido um sucesso de bilheterias (e que inclusive eu já assisti, porque Procurando Nemo foi parte da minha infância), vamos falar novamente sobre peixes!
Mas por que eu estou divulgando essas informações? Porque é muito comum que após um blockbuster como esse, muitas pessoas (e principalmente crianças) saiam do cinema com vontade de adquirir um peixinho dessa espécie. Mas eu peço encarecidamente que você não o faça! E eu te digo o porquê! Esse peixe não é tão fácil de cuidar quanto o peixinho dourado, o beta, ou outras espécies que são mais comuns de se ter no aquário. O cirurgião-patela é um peixe exótico, não acostumado a ser criado em cativeiro. É preciso muuuito cuidado e experiência para criar um peixinho desse no aquário sem ter maiores ocorrências. Além disso, a compra de "Dorys" em grande escala pode colocar a espécie em risco - principalmente risco de extinção! Isso acontece porque o cirurgião-patela, diferente de outros peixes, não pode ser reproduzido em cativeiro, o que significa que é preciso tirar grandes quantidades desse peixe de dentro do seu habitat natural - no caso, o mar - para poder suprir a demanda de compra e comercializá-lo. Isso pode afetar sem medidas todo o habitat natural marinho na qual "as Dorys" fazem parte. Recentemente, a National Geographic divulgou um vídeo no Facebook tratando sobre esse problema, falando exatamente o que está exposto acima, e você pode conferir esse vídeo abaixo:
Por mais que você tenha simpatizado com esse peixinho azul, deixe que ele seja livre no lugar onde ele pertence: no fundo do mar, para que ele continue a nadar, nadar, nadar... Compartilhe e divulgue essa postagem e ajude a salvar a Dory! Ah! E não se esqueça do lema mais importante:
O post de hoje veio depois de eu pensar muito
sobre ele, pois é um assunto que há tempos eu queria falar sobre... Porém
sempre soube que daria um post muito extenso, e que iria me levar dias para
escrevê-lo por inteiro.
Então já fica avisado que a postagem de hoje
será longa e talvez até um pouco complicada; mas fica o convite para quem tiver
a mente aberta e estiver disposto a entender porque eu lhes digo que mudar sua
alimentação pode ser um meio de salvar o planeta.
Se você
chegou até aqui por livre e espontânea vontade, então seja bem-vindo a uma nova
consciência.
Quer salvar o mundo? Torne-se VEG(ETARI)ANO
Você
provavelmente já ouviu falar do efeito estufa, certo? Há pensadores que dizem
que o efeito estufa é real, que vêm acontecendo há muito anos e trará
consequências sérias; e outros dizem que não, que é apenas uma invenção
midiática e sensacionalista. Mas a verdade é que chegamos a um ponto na
conservação do nosso planeta que é inegável dizer que não há destruição de
nossas florestas e do nosso ecossistema em geral, ou que a poluição do último
século não vem afetando os recursos naturais de nosso planeta de forma intensa,
além de ter alterado o clima drasticamente em diversas áreas do mundo.
Bem. Se você
concorda com o parágrafo acima, então sigamos em frente.
A grande
probabilidade é que você tenha ouvido de muitos ambientalistas, defensores do
planeta e simpatizantes das ideias de sustentabilidade que, as soluções para
salvar nosso planeta da poluição são: trocar o carro pelo ônibus ou por
bicicletas, evitar usar o carro para qualquer lugar quando se puder andar até
lá, buscar alternativas como a energia solar/eólica, reduzir seus banhos,
fechar a torneira quando escova os dentes, lavar o carro com balde, limpar a
calçada somente com vassoura, etc etc etc. E tudo bem, há fundamento nessas
afirmações, afinal essas são maneiras nas quais nós podemos, sim, economizar os
recursos naturais do nosso planeta e/ou diminuir a poluição que é lançada ao
ar. Mas aqui vai uma surpresa para você: nenhuma
dessas atitudes é a principal causadora da poluição do planeta.
Faça uma
pesquisa e logo você irá descobrir:
Sabe qual é
a principal fonte de poluição no planeta?
Se você está me perguntando como pode a agropecuária causar a
poluição do ar, irei te explicar de uma maneira bem simples: a poluição do ar na
agropecuária é causada pelo pum e arroto das vacas. Isso mesmo, você leu
direito: o pum e o arroto (eructação) das vacas.
“A culpa é dosistema digestivo de ruminantes como as vaca, ovelhas, búfalos ou camelos, mastambém de animais como o porco, que funciona como uma pequena fábrica de
metano, um gás 20 vezes mais prejudicial para o ambiente do que o dióxido de
carbono emitido pelos meios de transporte, que é enviado para a atmosfera pelo
estrume e flatulência. (...) As vacas têm no estômago uma bactéria que faz com
que arrotem metano, e alguns estudos indicam que cada animal expele uma média
de 500 litros deste gás para a atmosfera por ano.”
Agora façamos as contas: considerando que no Brasil há uma criação de
aproximadamente 189.000.000 (189 milhões!) de cabeças de gado, e considerando
que cada vaca arrote 500L de metano por ano na atmosfera, em um ano, SÓ NO
BRASIL, são lançados cerca de 94.500.000.000L (noventa e quatro bilhões e quinhentos
milhões de litros) de metano na atmosfera do nosso planeta. Repetindo: Considerando
somente a produção de gado do Brasil.
“Para ter
uma ideia, para se conseguir um quilo de carne polui-se tanto como conduzir um
automóvel citadino durante 250 quilómetros e produz energia suficiente para
acender uma lâmpada de 100 watts durante 20 dias.”
Mas aposto que na mente de algum de vocês, pode estar a seguinte
questão: “Mas se eu consumo a carne de vaca, isso quer dizer que eu matei ela,
e portanto, ela não está mais produzindo gás metano. Portanto, estou ajudando o
meio ambiente!”. Mas é aí que você se engana. Você não está consumindo a carne
porque ela está sendo produzida. Ela está sendo produzida porque você quer
consumi-la. Isso é parte da lógica de “busca-demanda”. Ou seja, se MENOS
pessoas consumem carne, o mercado irá produzir MENOS carne, pois do contrário
eles teriam prejuízo, criando gado que não será vendido. Entende? Sendo assim,
a grande quantidade de vacas existentes (e que, consequentemente, poluem) dá-se
pela grande quantidade de consumidores de carne. Então quanto mais carnívoros,
mais poluição.
Além disso, sabe a nossa prezada Floresta Amazônica? Pois bem, 91%
da destruição da floresta da Amazônia é causada pela pecuária. Áreas enormes
são devastadas para que os bovinos possam ruminar; aproximadamente o equivalente a um campo de futebol por segundo.
Leila Salazar Lopes, da organização Amazon Watch:
“Tudo bem, estamos falando de poluição atmosférica, mas e quanto ao
consumo de água?”, você pode me perguntar.
Aqui vão alguns gráficos de quanto consome-se de água (pegada
hídrica) para a produção de alguns alimentos e produtos.
Quer entender melhor porque o boi gasta tanta água? Dá uma olhadinha
neste infográfico:
O consumo doméstico de água nos EUA equivale a 5% do gasto total de
água. Enquanto o uso para a agricultura animal ocupa 55% da fatia do bolo.
Você já
parou para pensar o quanto poderia ser economizado de água se não houvesse esta
produção animal excessiva? Quanta água poderia ser redistribuída para quem
necessita dela? E os alimentos então? A água necessária para obter 1kg de carne
seria o suficiente para produzir quase 7kg de arroz!
Quer mais?
O Autor Ambiental e de Ética, Dr. Will Tuttle, autor do livro “The World
Peace Diet”, afirma: “Animais livres, há 10.000 anos, constituíam 99% da
biomassa do planeta Terra, e os humanos constituíam apenas 1%. Hoje, só 10.000
anos depois, o que é uma fração do tempo, nós, humanos e os animais que detemos
como propriedade, constituímos 98% da biomassa. E os animais selvagens e
livres, apenas 2%.
Outro grande
problema que assola nosso meio ambiente é a pesca excessiva. Uma representante
do Sea Shepherd Conservation Society declara: “Os oceanos são atacados como
nunca e os ambientes marinhos estão em risco, e se não acordarmos e tomarmos
uma atitude, teremos oceanos sem peixes, ano de 2048. Essa é a previsão
científica.”
Lauren
Ornelas, Diretora Executiva do Food Empowerment Project, diz: “Às vezes, quando
as pessoas olham para a pesca, só reparam nos animais que são consumidos pelos
humanos, não reparam nos animais que são apanhados nas redes e em todos os
outros que são mortos pela indústria. Até a indústria do camarão devastou muito
o planeta, porque destruiu barreiras naturais que protegem as ilhas.”
“Mais de 28
bilhões de peixes foram retirados do oceano no ano passado (2014). Nunca
puderam recuperar. Não podem. Eles não se reproduzem tão rápido. Não voltam.
Não damos a oportunidade.” Susan Hartland, da Sea Shepherd Conservation Society.
Essas são algumas informações básicas. Eu já havia ouvido falar
sobre esse assunto há algum tempo, mas um documentário que abriu mais minha
visão em relação a isso foi o Cowspiracy – A Conspiração da Vaca. É possível
assisti-lo inteiro, legendado em português neste link: http://www.dailymotion.com/video/x2l2d66.
Eu elenquei
para vocês nessa postagem as informações mais relevantes do documentário e de
pesquisas da internet, mas recomendo assistirem o filme inteiro para verem os
depoimentos do produtor/cineasta Kip Andersen e dos participantes. Para você
que tem estomago fraco: não se preocupe. Diferente de outros documentários, não
há imagens fortes do “por trás das cenas” da indústria agropecuária. Mas há
muitos dados e números chocantes sobre a poluição de nosso meio ambiente e sua
ligação com a produção de gado.
E por que as
grandes organizações não divulgam essa informação?
Simples:
porque os grandes empresários da agropecuária faturam muito, mas muito com essa
indústria. E ter essa informação “vazada” poderia prejudicar o negócio deles,
pois isso poderia influenciar as pessoas a parar de comer carne, trazendo
prejuízo nas vendas (obviamente, isso só acontece se um grande número de
pessoas se tornasse veg(etari)ano; mas com a influência de ONGs, isso poderia
ocorrer). Um dos pontos de Kip ressalta no documentário é que, durante a
produção do documentário, ele percebe que muitos defensores da ideia de
tornar-se vegano para ajudar o meio-ambiente simplesmente sumiram; ou foram
encontrados mortos. E ele mesmo sente-se ameaçado com a remota possibilidade de
algo acontecer com ele, já que ele está ajudando a divulgar esse pensamento.
Ele também vê alguns de seus apoiadores mais tarde simplesmente recusarem-se a
ajudar no financiamento deste filme. E percebe que há algo muito maior por trás
da indústria agropecuária e da mídia de divulgação dos produtos.
Michael
Pollan, ambientalista e nutricionista, e autor de “The Omnivore’s Dilemma”,
quando perguntado por Kip sobre porque as grandes organizações ambientais não
abordam a questão da redução do consumo de carne, responde: “Acho que eles não o
abordam por o considerarem um fracasso político. Sim, porque muitas delas são
organizações que dependem de membros, e querem aumentar o número de pessoas que
contribuem, e se forem identificadas como anti-carne, ou desafiarem as pessoas
a mudar hábitos do cotidiano que lhes são tão queridos, vão perder dinheiro.”
Dr. Will
Tuttle afirma: “São empresas e querem garantir que têm uma fonte financeira
confiável.”
Leila
Salazar Lopez, da Amazon Watch: "Acho que no Brasil, especialmente, quando
pensamos no que aconteceu depois de o Código Florestal passar, as pessoas que
eram contra os lóbis e os interesses particulares da indústria de produção
animal e agropecuária, o que lhes acontecia, muitos dos que falavam eram
mortos. (...) Pessoas que se expunham e diziam que a pecuária estava destruindo
a Amazônia, muita gente que se expôs, como a Dorothy Stang, a freira que morava
no Pará, foi assassinada."
Para
finalizarmos:
Aposto que você
estava torcendo para o Leonardo DiCaprio ganhar o Oscar de Melhor Ator em 2016,
certo? Eu também, e fiquei muito feliz com a vitória dele! O filme foi incrível
e falou bastante sobre a relação da natureza com o homem. Porém, você prestou
atenção no discurso que ele fez? Muitas pessoas não. Acredita-se que DiCaprio
seja vegetariano, apesar de ele nunca ter feito uma declaração oficial sobre. Ele
aproveitou seu momento de glória no Oscar para alertar a sociedade sobre a importância
da preservação ambiental, bem como para chamar a atenção para o aquecimento
global.
Abaixo
transcrevo integralmente o discurso de Leo (grifo meu), mas se você preferir,
pode ver o vídeo legendado também:
“Muito obrigado a todos. Obrigado à Academia, obrigado a todos
os que estão neste auditório. Tenho que parabenizar os demais candidatos deste
ano por suas incríveis interpretações.O Regressoé fruto
dos esforços incansáveis de uma equipe e de um elenco incríveis.
Primeiro, meu irmão neste projeto, o senhor Thomas Hardy. Tom, o
seu talento feroz na tela só é superado por sua amizade fora dela. Ao senhor
Alejandro Iñárritu. À medida que a história do cinema se desenrola, você vem
abrindo seu caminho nesta história nos últimos dois anos. É um talento
incrível, obrigado a você e ao Chivo [Emmanuel Lubezki, diretor de fotografia]
por criar uma experiência cinematográfica relevante para todos nós.
Obrigado a todo mundo da Fox e da New Regency. Arnon Milchan,
você é o herói deste projeto. A minha equipe completa. Devo agradecer a todos
desde o início da minha carreira: ao senhor Caton-Jones, por me escolher para o
meu primeiro filme; ao senhor Scorsese, por me ensinar tanto sobre a arte
cinematográfica; ao senhor Rick Yorn, obrigado por me ajudar a me guiar nesta
indústria. Sem meus pais, nada disto teria sido possível. E aos meus amigos,
adoro vocês, vocês sabem quem são.
Por
último, só quero dizer isto:O Regressotrata da relação do homem com a natureza,
uma natureza que todos sentimos em 2015 como o ano mais quente já registrado.
Nossa produção precisou se deslocar ao ponto mais meridional deste planeta só
para poder encontrar neve.
A
mudança climática é real, está acontecendo agora mesmo. É a ameaça mais urgente
que a nossa espécie precisa enfrentar. Precisamos trabalhar juntos e deixar de
procrastinar. Precisamos apoiar os líderes de todo o mundo que não falam em
nome das grandes corporações poluentes, mas sim de toda a humanidade, dos povos
indígenas, de bilhões de pessoas desfavorecidas que serão as mais afetadas por
tudo isto, das crianças e de tanta gente cujas vozes foram afogadas pela
política da cobiça.
Obrigado a todos por este prêmio incrível desta noite. Não devemos encarar o planeta como algo
garantido. Não encaro esta noite como algo garantido”.
O post
de hoje foi longo, mas espero ter consigo transmitir minha mensagem para vocês.
Coloque na balança todos os benefícios de mudar sua alimentação, e garanto que
você encontrará mais motivos para abandonar a carne do que continuar a comê-la.
Mais uma vez, esse blog não tem a intenção de forçar ninguém a mudar sua alimentação. Apenas faço minhas
postagens com muito carinho para todos aqueles que estejam dispostos a ler de
coração aberto e mente aberta; e também para os veg(etari)anos que desejam
reforçar sua opção.
Obrigada
pela atenção de vocês, e espero que tenha gostado do post de hoje.
Voltando
para as postagens sobre a inteligência dos animais, e para fechar essa
sequência, hoje falarei um pouco sobre a inteligência dos porcos!! Garanto que
muitas pessoas vão se surpreender com alguns fatos sobre esses animais.
O
estereótipo que temos do porco é aquele bicho que vive no chiqueiro, todo sujo
e enlameado, que só sabe rolar na lama e comer lavagem. Mas esses animais são
muito mais do que isso.
Pra começar,
pense: para você, qual é o animal mais inteligente do planeta?
Você
provavelmente deve ter pensado nos cães ou nos golfinhos. Mas, acredite ou não,
uma pesquisa feita pelo Discovery e postada no site oficial deles colocou os porcos no topo da lista.
Neste site, que detalha mais a pesquisa, eles
afirmam: “ (...) cientistas colocaram porcos em frente a uma tela com um cursor
que poderia ser movimentado facilmente com os focinhos deles. A tela mostrava
imagens geométricas simples e, ao toque do focinho do porco, a imagem mudava.
Os resultados mostraram que os porcos têm a plena consciência e habilidade para
não ficar olhando para uma imagem repetida. Eles sabiam quais já tinham visto e
queriam ver mais, aprender mais.”
Além disso,
“Estudos de comportamento revelaram que os porcos têm capacidade de aprender e
sua inteligência é comparada a de uma criança de três anos. Diferentemente do
que se faz com cachorros, é impossível enganar um porco com petiscos por muito
tempo. Eles são independentes e gostam de resolver problemas sozinhos.”
Diferentemente
do que pensamos, os porcos gostam muito de correr na grama, e adaptam-se muito
bem a ambientes fechados, como casas também. Há registros de pessoas que mantêm
porcos como bichos de estimação, como você pode conferir nos vídeos abaixo:
E não para por aí! Pesquisas também mostram que "Os
porcos são conhecidos por sonhar, reconhecer seus próprios nomes, aprender
truques como sentar para um divertimento e levar vidas sociais de uma
complexidade anteriormente observada apenas em primatas. Assim como seres
humanos, os porcos gostam de ouvir música, brincar com bolas de futebol e
receber massagens".
Porcos também podem se tornar bichinhos de estimação!
Um estudo realizado pelo professor Donald Broom na Universidade de Cambridge
constatou que porcos conseguem utilizar espelhos para localizar alimentos que
não estão diretamente visíveis. Apenas algumas outras espécies, como golfinhos,
elefantes e chimpanzés, passaram no “teste do espelho”, entendendo que o que se
vê são reflexos, e não imagens de uma janela.
-
Porcos identificam objetos
Dr. Curtis ensinou porcos a sentar e pular, além de buscarem objetos como
bolas, halteres e frisbees. Mesmo após anos, os porcos ainda eram capazes de
identificar tais objetos.
- Porcos aprendem a regular a
temperatura ambiente
Na Universidade de Illinois, Dr. Curtis identificou que não só os porcos têm
preferências de temperatura, como também aprendem a ligar ou desligar o
aquecedor de um celeiro se acharem que está muito quente.- Porcos se limpam
Ao contrário do que diz a expressão popular, os porcos não suam, e portanto
gostam de tomar banho em água ou lama para se refrescarem. Um guardião de
porcos fez para eles um chuveiro, que eles aprenderam a ligar e desligar por si
mesmos.”
Precisa de mais para
percebermos o quanto devemos valorizar a vida desses animais?
A minha intenção
nessa sequência de postagem sobre a inteligência dos bichos não é para
compararmos uns aos outros e concluir qual “sofre menos” ou “sofre mais” de
acordo com sua inteligência; mas sim mostrar que todos eles têm níveis de
compreensão de sua condição enquanto vivos, ou seja: eles sabem
quando estão sofrendo, eles têm consciência de sua própria dor, e eles
fazem o possível para estar fora de sofrimento.
A vida de todos os
animais é importante e válida; precisamos ter coragem de abrirmos nossos olhos,
parar de ignorar o fato de que a
indústria da carne faz sim os animais sofrerem, pois afinal, está tirando a
vida deles! Não importa se o matadouro deixa-os inconsciente antes de mata-los
ou de que outra forma faz esse processo: de um jeito ou de outro, a vida de um
animal terminou para que a carne dele chegue ao nosso prato.
Sei que essa é uma
realidade dolorosa e incômoda para nós. Afinal, por que você gostaria de saber
que um porco sofreu para que você possa comer aquela fatia de bacon? Quem se
lembra do peixe morrendo quando o peixinho frito chega à mesa? Mas o
fato é que ignorar o que acontece na indústria da carne, não faz com que isso
deixe de acontecer.
A questão aqui não é
se sentir culpado por causa disso; nós fomos criados durante toda a nossa vida
acostumados a comer carne. O Brasil é um dos maiores produtores de gado do
mundo. Eu também já comi carne durante 16 anos da minha vida. Mas temos que
pensar: o que eu posso fazer para mudar esse quadro? O que eu posso fazer para
impedir que esses animais sofram e sejam mortos? Como eu posso mudar o planeta
com passos pequenos? Afinal, deixar de comer carne vai beneficiar você, os
animais e o meio ambiente.
Mafalda e sua porquinha Lili, da novela Eta Mundo Bom!
Será que é possível
abrir mão de nossos prazeres por um bem maior? Eu acredito que sim!
Fica a reflexão e eu
espero ter expandido os horizontes para todos os leitores aqui do blog em
relação aos animais e a indústria da carne. Estou sempre aberta a perguntas,
dúvidas, comentários, sugestões, dicas e etc. Espero que meu blog possa estar
sendo proveitoso a todos vocês, pois me sinto muito feliz em escrevê-lo.
Continuando o tema das postagens anteriores, hoje falaremos um pouco sobre a inteligência das vacas/bois. A postagem de hoje traz pesquisas, vídeos e um relato pessoal meu.
Ao contrário do que pensamos – de que as vacas são animais bobos que só ficam andando por aí e ruminando a grama de qualquer lugar -, através de pesquisas é possível constatar que as vacas são muito mais inteligentes do que isso.
Este site afirma: “De acordo com pesquisas, as vacas são geralmente animais muito inteligentes que se lembram de coisas por um longo tempo. Estudiosos do comportamento animal descobriram que vacas interagem de formas socialmente complexas, desenvolvem amizades ao longo do tempo e, por vezes, ressentimentos contra outras vacas que as tratam mal. Estes gigantes gentis lamentam as mortes e até mesmo a separação daqueles que amam, derramando lágrimas sobre sua perda. O vínculo mãe-bezerro é particularmente forte, e há inúmeros relatos de vacas mães que continuam freneticamente a chamar e a procurar por seus bebês após os bezerros serem retirados e vendidos para fazendas de vitela ou carne. Cada vaca pode reconhecer mais de 100 membros do rebanho, e as relações sociais são muito importantes para elas. As vacas vão frequentemente escolher os líderes pela sua inteligência, curiosidade, auto-confiança, experiência e boas habilidades sociais.”
E que elas gostam de música? Você sabia disso? “O gosto das vacas por música está retratado em centenas de vídeos disponíveis na internet, em que os animais são vistos claramente apreciando o som de instrumentos musicais.” Dê um play abaixo e confira esse grupo muito fofo de bovinos apreciando música clássica!
Além disso, a Revista Super Interessante explica:“(...) Vacas também têm seus momentos down. Mas a maior característica delas é outra: são fofoqueiras. Formam pequenos grupos de amigas, têm rixas com outras vacas e guardam rancor por anos. Elas também sentem prazer ao vencer desafios. Um estudo da Universidade de Cambridge mostrou que, quando elas aprendiam a abrir uma porta para obter comida, por exemplo, suas ondas cerebrais e seus batimentos cardíacos mostravam um alto nível de excitação.” E acredite ou não, as vacas também "(...) entendem claramente relações de causa e efeito- um sinal claro de avançadas capacidades cognitivas. Por exemplo, as vacas podem aprender a empurrar uma alavanca para operar um bebedouro quando estão com sede, ou a pressionar um botão com a cabeça para liberar grãos quando estão com fome. Pesquisadores descobriram que não só as vacas podem resolver problemas, mas elas também – assim como seres humanos- gostam do desafio intelectual e se animam quando encontram uma solução”.
E agora, queria contar com detalhes para vocês um relato pessoal meu bem recente, que para mim foi muito emocionante – ainda que possa parecer simples e talvez até bobo para quem vê de fora.
Neste mês de janeiro de 2016, saí para caminhar com a minha mãe em um trecho aberto de estrada na conhecida Serra do Japi de Jundiaí, trecho esse que fica a aproximadamente meio quilômetro de distância da minha casa. Era um fim de tarde, e por ser horário de verão ainda o céu ainda estava claro. O trecho em que andamos é de asfalto, porém é “ladeado” por muito verde, grandes pastagens, trechos com muitas árvores nativas, enfim. Em um destes trechos, depois do primeiro quilômetro de caminhada, vejo que bem próximo à cerca de um dos lados da estrada há um grupo de bois e vacas. Primeiramente fiquei feliz por ver que eles faziam parte de gado livre, sem as etiquetas nas orelhas para identifica-los com números. Não sabia e ainda não sei a quem eles “pertencem” (não gostaria de usar esse termo, mas enfim), mas de qualquer modo eles estavam unidos como uma grande família e isso me deixou feliz. Em um segundo momento, lembrei-me de que nunca havia chegado tão perto de um grupo de bovinos quanto poderia chegar naquele momento. Então, com permissão da minha mãe, fui até o trecho com grama do meu lado da cerca e lentamente fui me aproximando deles. Bem perto da cerca havia uma mamãe vaca e um bezerrinho. Queria muito ter a oportunidade de interagir com eles, então retirei um grande pedaço de grama/capim do chão e aproximei minha mão da cerca. O momento foi muito solene, pois olhei a mamãe-vaca nos olhos (ela que não saía de perto de seu bezerro por nada, e o acompanhou enquanto ele se aproximava de mim) e pude ver nos olhos dela o quanto ela se preocupava com aquele bezerro, e o quão longe ela iria para proteger a vida dele. Ao mesmo tempo, ali estava eu, uma garota humana, com minha mãe humana atrás de mim sentindo a mesma preocupação, pois sei que ela defenderia minha vida custe o que custar. Percebi o quanto nós, seres vivos, somos semelhantes, independente de nossas espécies, pois o milagre da vida tem a mesma grande importância para todos nós! Com a “permissão” da mamãe-vaca, o bezerrinho, cuidadosa e lentamente aproximou-se de mim, enquanto eu, quase sem me mexer, fiquei segurando o capim. Ele comeu da minha mão, com um delicioso som de “crunch-crunch”, até terminar. A mamãe-vaca, sempre olhando em volta e prestando atenção em mim, mantinha a proximidade de seu filhote para cuidar dele. Novamente, arranquei mais um pedaço de grama, e com um pouquinho de receio, o bezerro lentamente se aproximou de novo de mim. Olhei-o nos olhos também e mentalmente agradeci a ele e à mamãe-vaca por sua confiança em mim e pensei em como aprendi a respeitar esses animais, e vê-los com outra visão além daquela que o capitalismo faz-nos ter. Depois disso, com um movimento brusco de outro animal do bando, a mamãe-vaca foi atrás deste e o bezerro atrás. Vi-os trotando mato adentro e fiquei muito feliz com a minha experiência. Minha mãe ressaltou algo que também me fez refletir mais tarde, pois ela disse que, ao invés de eu matar esses animais para que eles se tornassem meu alimento, eu tive a oportunidade de alimentá-los!
Isso me fez perceber o quão solene e importante é a vida de todos os seres vivos, e reforçou mais ainda minha decisão de parar de comer carne. Cada vez que vejo um bando desses animais, peço a Deus que proteja a vida deles, pois todas as vidas importam.
(não são os que eu vi hehe, esta é uma imagem da internet apenas para ilustrar)
Espero que esse post tenha ajudado vocês a refletirem um pouco mais sobre o mundo desses animais, e como nós podemos mudar o planeta – e também a vida desses seres vivos – com pequenas atitudes. Semana que vem, pra finalizar, tem post sobre a inteligência dos porcos! Espero vocês lá. Até mais, GO GREEN!
Continuando com o tema da postagem da semana passada, hoje
trago para vocês algumas informações sobre outro animal que é, muitas vezes, ainda
mais subestimado do que as galinhas: o peixe.
Quem aí já assistiu a animação “Procurando Nemo” deve
lembrar da querida peixinha Dory, do gênero Cirurgião-patela (tá, eu pesquisei
isso no Google rs), e de seu problema de memória recente. Acredita-se que a
personagem tenha essa característica por conta do mito de que os peixes tem uma
memória curtíssima, às vezes com cerca de 3 segundos. Mas o que vamos mostrar
hoje é que a coisa não é bem assim – e estudos mais avançados mostram que os
peixes podem ser muito mais inteligentes do que nós pensamos.
Confira abaixo:
Uma matéria da Revista Super Interessante afirma o seguinte:
“Quando o estúdio Pixar colocou no filme
Procurando Nemo uma peixinha que esquecia tudo em poucos segundos, estava
brincando com uma idéia que por muito tempo existiu na comunidade científica:
peixes teriam memória de apenas três segundos. Estudos recentes mostram que
isso é balela. Esses animais são capazes de lembrar e ainda guardam as
informações a longo prazo. Foi o que comprovou o pesquisador Culum Brown. Ele
prendeu um grupo de peixes arco-íris australianos num tanque e os treinou para
encontrar uma saída. Após cinco tentativas, todos conseguiam achá-la. Onze
meses depois, o pesquisador refez o teste. Dessa vez, os peixes localizaram a
saída na primeira tentativa.
Graças à memória,
peixes também reconhecem outros indivíduos. Ao presenciar uma luta, o animal
não apenas retém informações, como cria um ranking de lutadores. No futuro, ele
evitará brigas com os fortões. Cardumes também são capazes de aprender e
memorizar a se desvencilhar de redes ou então viajar em formações que os
protegem de predadores.”
Talvez os peixes de espécies diferentes apresentem memórias
diferentes em relação a seu tempo de “duração”, porém isso já não posso afirmar
com total certeza.
Ainda assim, é interessante percebermos o quanto esses
animais têm a capacidade de estabelecer relações entre eles e entre o ambiente
à sua volta.
Agora vamos entrar um pouco no assunto de que “peixes não
gritam”, ou seja, o falso argumento que já ouvi de algumas pessoas de que os peixes
não sentem dor e portanto não sofrem quando são mortos.
Wikipédia afirma que (...) “há estudos ainda que indicam que
os peixes possuem sistemas nervosos mais complexos do que se pensava e que suas
consciências das sensações dolorosas podem ser, evolucionariamente, muito mais
antigas do que se suspeitava.”
No site Vegetarianismo.com.br: “Em verdade, no que concerne
a habilidade de sentir dor, os peixes são iguais aos cachorros, gatos e outros
animais. O Dr. Donald Broom, consultor científico do Governo Inglês, explica
que 'A literatura científica é muito clara. Anatômica, fisiológica e
biologicamente, o sistema de dor dos peixes é praticamente o mesmo que o das
aves e dos outros animais.' (...)
Segundo o Dr. Michael Fox, D.V.M., Ph. D., 'Embora os
peixes não gritem (de forma audível para os humanos) quando estão com dor e em
angústia, o comportamento deles deveria constituir evidência suficiente do seu
sofrimento quando fisgados ou capturados em rede. Eles se esforçam, procurando
escapar e, assim fazendo, demonstram a sua vontade de viver'.”
Você já parou para pensar o que ocorre na pesca? Tanto na
pesca com vara quanto na pesca com rede? Ponha-se no lugar de um peixe: você
está em seu habitat natural procurando alimentos para sobreviver, assim como
qualquer outro ser vivo precisa fazer. Você encontra então, uma minhoca, e
abocanha-a. No mesmo instante, sente algo perfurando sua boca e deixando-o
preso a um gancho. Você debate-se para livrar-se daquele sofrimento, mas o que
quer que esteja do outro lado do gancho começa a te puxar. Desesperado, você
coloca toda sua força nessa tentativa de livrar-se, livrar-se da dor, livrar-se
do sofrimento, afinal você só queria alimentar-se, mas eventualmente o outro
lado ganha. Você então é retirado de seu habitat, ainda preso pelo gancho na
boca. Para finalizar, você é colocado num local onde fica absolutamente sem
oxigênio, e morre sufocado e sem ar.
Cruel, não
é?
Pois é.
E mesmo a pesca com rede é desumana (adoro a ironia dessa palavra); na verdade, qualquer tipo
de matança de animais não pode ser feita
de uma maneira agradável.
Pra finalizar, veja só esse registro incrível: já
acreditava-se que os peixes possuíam a habilidade de utilizar certos tipos de
ferramentas para facilitar sua obtenção de comida, porém isso nunca havia antes
sido registrado em câmera. Mas um biólogo conseguiu capturar em imagens um
peixe usando uma rocha em sua boca e batendo-a contra uma ostra, para conseguir
abri-la e alimentar-se de sua carne! (Só para a informação de todos, também não
como ostra. Nem camarão. Nem lagosta. Nenhum fruto do mar!) Veja só essas
imagens: (no link acima também há a matéria explicando o que ocorreu)
Sugiro seguirmos o lema do tubarão vegetariano
de Procurando Nemo, o Bruce, que repete junto com seus amigos: “Peixes são
amigos, não comida!”
Resolvi começar 2016 com o pé direito e retornar com as
postagens do meu blog!
Quero falar um pouco sobre a inteligência dos animais!
Quando falo desse assunto, aposto que a primeira coisa que
vem na sua cabeça são os cachorros e gatos, certo? Mas e se eu te disser que os
animais que consideramos como animais de consumo são muitas vezes tão – ou mais
– inteligentes do que os nossos pets?
Isso mesmo! Pesquisas realizadas comprovaram que as vacas,
porcos, galinhas e até mesmo os peixes apresentam muito mais capacidade de
compreensão do que nós podemos pensar!
Sendo assim, vou dividir esse assunto em 4 partes, para que
possamos falar separadamente de cada um desses 4 animais e de sua inteligência.
Começando hoje, vamos falar um pouco sobre as galinhas, pois
vi uma notícia muito interessante da região aqui do interior de SP que me
inspirou a fazer esse post.
Confira abaixo:
Um trecho do texto dessa página conta que: “Galinhas exibem
"flexibilidade comportamental." Por exemplo, às galinhas foram dadas
alimentos saborosos e intragáveis em tigelas de cores diferentes. Em seguida,
os pesquisadores ofereceram comida para os filhotes de galinha, mas as cores
para os bons e maus alimentos foram trocados. As galinhas advertiram seus
filhotes a não comerem o que elas pensavam ser a comida ruim.”
No vídeo abaixo é
possível observar a mamãe galinha ensinando seus filhotes pintinhos a se alimentarem. Quando a comida é colocada no ninho, a mamãe galinha faz um som específico para avisá-los que o alimento chegou. Além disso, ela tem o cuidado de afastar a "forragem" do chão, separando-a dos grãos, para que seus pintinhos possam comer com mais facilidade. Isso ajuda na nossa
sensibilização para percebermos como esses animais também têm fortes instintos
maternos. Confira:
Essa matéria afirma que “(...) as galinhas têm um
conhecimento cultural que passam de geração em geração. Em um estudo da
Universidade de Bristol, os frangos foram alimentados com uma mistura de grãos
de milho amarelo e azul. Os grãos azuis estavam contaminados com produtos
químicos que fizeram as aves se sentirem doentes, e elas rapidamente aprenderam
a evitar o milho azul inteiramente. Quando estas galinhas tiveram pintinhos,
milho amarelo e azul foi espalhado ao redor da fazenda (desta vez inofensivos),
e as galinhas mães lembraram-se de que o milho azul tinha anteriormente
lhes deixado doentes, afastando cuidadosamente seus filhotes destes.”
Algumas pesquisas afirmam até mesmo que as galinhas são mais inteligentes do que crianças de
até 4 anos! “Galinhas-bebês têm a noção,
por exemplo, de que um objeto retirado de seu campo de visão não deixa de
existir, característica que não ocorre em bebês humanos, que tendem a pensar
que o objeto que eles não enxergam simplesmente não existe”.
As galinhas também compreendem relações sociais entre elas.
“Quando em seu ambiente natural, não
confinadas, galinhas formam complexas hierarquias sociais, e cada galinha sabe
o seu lugar na escada social, lembrando-se dos rostos e posições de mais de 100
outras aves . Os cientistas concordam que complexas estruturas sociais e boas
memória são sinais inegáveis de inteligência avançada comparável à dos
mamíferos.”
E, agora sim, a matéria do interior de SP que me deixou
boquiaberta: um galo domesticado por um menino de 4 anos vive como um pet junto
com a família. Eles até mesmo dormem juntos! Confira:
Muitas pessoas acreditam que animais como as galinhas e os
peixes são burros, ou ao menos não tão inteligentes quanto nossos pets; mas só
porque esses animais não se manifestam como os outros, não quer dizer que eles
sejam desprovidos de inteligência! Além do que, qualquer animal que compreende
dor e sofrimento, bem como bem-estar e segurança, não deveria ser privado de
viver uma vida segura, saudável e sem crueldade. Eles merecem a nossa compaixão
e devem ser tratados com respeito. Já é hora de quebrar preconceitos e
estereótipos – estamos na era da informação e há muita informação disponível na
internet. Vamos pesquisar, nos informar, e buscar cada vez mais viver uma vida
que, de todas as maneiras possíveis, contribua para um mundo melhor!
Olá leitores! Bem vindos de volta ao meu blog! Demorei, mas finalmente resolvi fazer esse post que eu deveria, literalmente, ter feito a 4 semanas e um dia atrás atrás!!! (Pois foi quando completou-se exatamente dois anos da minha escolha tão fatídica) Ok, então aqui vamos nós:
No dia 1º de Agosto completaram-se, oficialmente, dois anos da minha decisão de virar vegetariana. Em 1º de Agosto de 2013 foi quando, pela primeira vez, e por livre e espontânea vontade, eu decidi que não consumiria mais nenhum tipo de carne. O vídeo/documentário que vi literalmente fez com que eu mudasse meus hábitos alimentares da noite para o dia. E, desde então, eu lembro a cada dia da decisão que tomei. Sim, pois essa não é uma coisa da qual você se esquece. Todos os dias os vegetarianos e veganos enfrentam um mundo que não foi feito para eles (mas que um dia será, com todos os habitantes da Terra vivendo em harmonia com seus “irmãos menores”, nossos co-habitantes planetários que são, em questão de inteligência, inferiores a nós e que, por isso mesmo, devem ser tratados com respeito). Todos os dias eu lembro da minha decisão: • Quando vejo uma mesa de café da manhã com presunto, peito de peru, patê de atum/sardinha; • Quando vou almoçar ou jantar e tenho à minha frente um bife, ou carne moída, ou carne de panela, ou peito de frango, ou frango desfiado, ou frango frito, frango assado, carne de porco, bacon, costelinhas, feijoadas, filés de peixe, camarões........ • Quando em confraternizações há esfihas de carne, risólis de presunto, coxinhas de frango, folhados de presunto e queijo (quando dou sorte, encontro pão de queijo ou bolinhas de queijo; realidade essa que também é outra para os veganos); • Quando vou a um churrasco para celebrar alguma data especial de colegas ou parentes meus e há milhões de piadinhas sobre o fato de vegetarianos não comerem carne... Sim, aquelas que todos nós (que escolhemos essa vida) já estamos cansados de ouvir; • Ao mencionar sua decisão para alguém e ouvir os questionamentos que, às vezes são realmente por interesse e curiosidade em relação à sua alimentação e seu estilo de vida, mas que na maioria das vezes são apenas para tentar te contradizer, te sacanear, ou mesmo para tentar te convencer a voltar a comer carne...? (Pois essa é a única razão lógica para certas “discussões” das quais já participei com carnívoros); E, todos os dias, eu me orgulho de ter tomado essa decisão. É um orgulho bom; não me acho melhor do que quem come carne (até porque durante 14 [quase 15] anos da minha vida, eu também comi carne), mas me orgulho de ter conseguido passar por cima do meu próprio prazer material, de saborear uma carne que provém de um outro ser que já foi vivo e senciente. Tenho um longo caminho a percorrer ainda, que talvez em anos futuros eu consiga concretizar (livrar-me de outros produtos de origem animal, talvez; também me alimentar de um modo mais saudável, abrindo mão dos refrigerantes e outros produtos industrializados). O importante é dar um passo de cada vez, e viver um dia de cada vez. Foi isso que decidi quando tomei minha decisão; não me estipulei um prazo. Decidi que seguiria no vegetarianismo até quando eu conseguisse. A escolha do vegetarianismo, na minha opinião, pode basear-se em um famoso lema, o “Só Por Hoje”, que podemos adaptar para nossa vida diária em: “Só por hoje eu não irei sucumbir às minhas vontades e meu egoísmo. Só por hoje vou preservar e dar valor à vida de outro ser que, assim como eu, compreende dor, medo e sofrimento, e que merece, assim como eu, viver uma vida digna, em liberdade e conforto.” Lanço o desafio aos leitores deste blog para, só por hoje, abrirem mão de comer carne. E quem sabe, dia após dia, vocês tornem-se vegetarianos e possam comemorar assim como eu e muitos outros vegetarianos, 1 ano, 2 anos, 10, 15, 30, 70 anos de vegetarianismo....!