Olá leitores, e sejam bem vindos ao meu blog mais uma vez! No mundo da moda, o couro animal é muito valorizado, sendo usado como uma referência de bom gosto e classe. Mas como já me posicionei outras vezes aqui no blog, mesmo sendo apenas vegetariana (e não vegana), eu sou contra o uso de couro animal. Compro produtos apenas de couro sintético, pois até o couro chegar às prateleiras das lojas, os animais passam por um processo de crueldade. Se existem tantas outras opções que são inofensivas aos nossos companheiros de evolução terrestre, para quê aderir a produtos que utilizam couro e pele de animais que foram forçados a sacrificar suas próprias vidas para que você pudesse usar sua roupa?
Caso você ainda não tenha parado para refletir de onde vem o couro, logo abaixo mostro um vídeo feito pela PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), uma ONG a favor dos animais, que mostra de trás para frente o processo que ocorre para que uma vaquinha em outra parte do mundo transforme-se em sapatos numa prateleira.
No post de hoje trago o início de mais uma sequência de
posts que pretendo fazer; sendo que o tema deste será a quebra de preconceitos
que muitos “comedores de carne” espalham por aí quando se trata do
vegetarianismo.
E na primeira postagem dessa sequência eu trago pra vocês a explicação
para a afirmação que já ouvi de vários carnívoros: “mas as plantas também
sentem dor!”.
Então vamos lá.
Cientificamente falando, como é recebida a dor?
A dor que os seres vivos sentem acontece quando algum tecido
do corpo sofre algum tipo de dano.
Por exemplo: quando um ser humano queima a mão no fogo,
quando um cachorro pisa num espinho, quando um pássaro cai bruscamente no chão,
etc.
Após isso, de acordo com o blog Fisiologia da Dor, algumas células morrem e liberam certas substâncias que "avisam"
alguns neurônios especializados na transmissão da dor e que estão distribuídos
por todo o corpo.
Resumidamente: a área afetada manda uma mensagem ao cérebro,
avisando que há algo errado. A dor é como se o corpo estivesse te alertando de
que há algo de errado, servindo para garantir sua sobrevivência.
Se você já assistiu House, pode ser que tenha visto o
episódio em que uma paciente não sente nenhum tipo de dor. Isso se deve a uma
doença chamada Síndrome de Riley-Day.
Essa síndrome, apesar de primeiramente
parecer conveniente na visão de alguns, na verdade é extremamente perigosa,
pois há registros de portadores dessa doença que morreram extremamente cedo
(com 30 anos, por exemplo), pois sofreram lesões ou machucados que não foram
diagnosticados exatamente porque a pessoa não sentiu nenhuma dor, causando
assim maiores complicações à saúde da pessoa, muitas vezes levando à morte.
Disso podemos concluir de que a dor que os seres vivos
sentem é de extrema importância para sua sobrevivência.
E quais são os “requisitos” para sentir dor? São duas coisas
simples:
·Tecido corporal sensível, e
·Sistema nervoso central
Antes da pergunta mais importante, vamos esclarecer uma
questão. Quem são os seres vivos?
Os seres vivos
são aqueles que nascem, crescem, se reproduzem e morrem, como os animais (inclusive o homem), fungos,
plantas, algas, protozoários e bactérias. Os seres não vivos são aqueles inanimados, que não possuem vida, mas
que também são da natureza, como o ar, a
água, o solo e as pedras.
Então agora vamos à pergunta: quais seres vivos sentem dor?
Considerando que todos os seres vivos possuem algum tipo de
tecido corporal sensível a estímulos exteriores, sobra apenas um requisito para
responder essa pergunta: o sistema nervoso central.
Ou seja, os seres vivos que sentem dor são todos aqueles com
sistema nervoso central capaz de assimilarem essa dor.
Isso exclui as plantas, pois estas não possuem sistema
nervoso central.
Podemos concluir que os seres vivos capazes de sentir dor
são os sencientes. Senciência é a capacidade
de sentir dor, sofrer ou sentir prazer ou felicidade.
Por fim, sejamos honestos? Imagine-se tirando uma cenoura de
sua horta no quintal e pense como ela reagiria. Depois imagine-se tirando a
vida de uma vaca ou porco ou galinha e pense na reação deles.
Acho que podemos concordar, afinal, que as plantas não
sentem dor, não é mesmo?
Olá, leitores! A partir de hoje, irei começar uma sequência de postagens (não necessariamente todas as semanas) de tirinhas da semana e vídeos da semana. Serão postagens em que, quando não houver matérias escritas, haverá uma tirinha ou um vídeo sobre vegetarianismo para estimular a sua reflexão. A primeira tirinha da semana é da página Armandinho no Facebook. Criadas pelo ilustrador Alexandre Beck, as tirinhas são sobre uma criança, o Armandinho, que tem uma sensibilidade muito grande em relação a diversos assuntos. Basicamente uma criança com um coração enorme. Alguns dos assuntos ilustrados tratam do vegetarianismo, ainda que indiretamente. Enfim, bem sucinta e direta, fica a reflexão desta tirinha para vocês:
Mais um post comemorativo para o meu blog! O post de hoje é curtinho, pois é simplesmente para celebrar essa data que marca uma grande mudança na minha vida! Hoje, dia 1º de agosto, completo 3 anos de vegetarianismo! Há 3 anos e 1 dia atrás, eu decidi, após assistir um vídeo retratando a realidade da indústria da carne, que não iria mais colaborar com essa crueldade. E foi assim que, no dia 1º de agosto de 2013, eu mudei meu estilo de vida com uma alimentação que é mais saudável, que colabora com o meio ambiente e com os animais que dividem esse planeta conosco. Ter me tornado vegetariana faz com que a cada dia eu lembre da escolha que fiz. Não há um dia na minha vida de vegetarianismo que eu não pare por um instante para refletir sobre as consequências da minha escolha. E também não há um dia que eu não me sinta feliz e de consciência mais leve por ter deixado meus prazeres de lado e optado pela vida!
Mantenho esse blog para que pessoas como você, leitor, que eu acredito que tenha uma mente aberta - pois, caso contrário, não estaria aqui - tenham mais informações sobre o vegetarianismo, e para que vocês vejam que é possível SIM ser jovem e vegetariano na sociedade atual. Essa é uma maneira que encontrei de expor meus argumentos do porquê o vegetarianismo é um estilo de vida mais saudável e sustentável. É obviamente menos cansativo do que repetidamente ter que expor os motivos a pessoas que, muitas vezes, não estão dispostas a ouvi-los, mas que tocam no assunto somente para provocar algum tipo de polêmica. Além disso, gosto de postar aqui também porque ninguém é obrigado a abrir esse blog e ler o que posto. A proposta de mudança é de quem está lendo, e eu simplesmente mostro-lhe os motivos pelos quais acredito ser melhor para todas as partes optar pelo vegetarianismo. Se você já é um leitor antigo do blog, muito obrigada por estar me acompanhando! Espero que goste das minhas postagens, ainda que muitas vezes eu fique um longo período de tempo sem escrever. Se você chegou agora e esse é um dos primeiros posts que está lendo, seja muito bem-vindo! Sinta-se à vontade para navegar pelas postagens de acordo com o assunto que mais lhe interessa! Espero que meu blog possa despertar-lhe uma nova consciência em relação ao mundo em que vivemos. Digo e repito: é possível sim ser vegetariano na sociedade atual; é possível viver uma vida em maior equilíbrio com o planeta e os animais; é possível mudar seu estilo de vida. Eu sou a prova viva disso. GO GREEN!
Olá, leitores queridos! Aproveitando o embalo do filme Procurando Dory, que tem sido um sucesso de bilheterias (e que inclusive eu já assisti, porque Procurando Nemo foi parte da minha infância), vamos falar novamente sobre peixes!
Mas por que eu estou divulgando essas informações? Porque é muito comum que após um blockbuster como esse, muitas pessoas (e principalmente crianças) saiam do cinema com vontade de adquirir um peixinho dessa espécie. Mas eu peço encarecidamente que você não o faça! E eu te digo o porquê! Esse peixe não é tão fácil de cuidar quanto o peixinho dourado, o beta, ou outras espécies que são mais comuns de se ter no aquário. O cirurgião-patela é um peixe exótico, não acostumado a ser criado em cativeiro. É preciso muuuito cuidado e experiência para criar um peixinho desse no aquário sem ter maiores ocorrências. Além disso, a compra de "Dorys" em grande escala pode colocar a espécie em risco - principalmente risco de extinção! Isso acontece porque o cirurgião-patela, diferente de outros peixes, não pode ser reproduzido em cativeiro, o que significa que é preciso tirar grandes quantidades desse peixe de dentro do seu habitat natural - no caso, o mar - para poder suprir a demanda de compra e comercializá-lo. Isso pode afetar sem medidas todo o habitat natural marinho na qual "as Dorys" fazem parte. Recentemente, a National Geographic divulgou um vídeo no Facebook tratando sobre esse problema, falando exatamente o que está exposto acima, e você pode conferir esse vídeo abaixo:
Por mais que você tenha simpatizado com esse peixinho azul, deixe que ele seja livre no lugar onde ele pertence: no fundo do mar, para que ele continue a nadar, nadar, nadar... Compartilhe e divulgue essa postagem e ajude a salvar a Dory! Ah! E não se esqueça do lema mais importante:
O post de hoje veio depois de eu pensar muito
sobre ele, pois é um assunto que há tempos eu queria falar sobre... Porém
sempre soube que daria um post muito extenso, e que iria me levar dias para
escrevê-lo por inteiro.
Então já fica avisado que a postagem de hoje
será longa e talvez até um pouco complicada; mas fica o convite para quem tiver
a mente aberta e estiver disposto a entender porque eu lhes digo que mudar sua
alimentação pode ser um meio de salvar o planeta.
Se você
chegou até aqui por livre e espontânea vontade, então seja bem-vindo a uma nova
consciência.
Quer salvar o mundo? Torne-se VEG(ETARI)ANO
Você
provavelmente já ouviu falar do efeito estufa, certo? Há pensadores que dizem
que o efeito estufa é real, que vêm acontecendo há muito anos e trará
consequências sérias; e outros dizem que não, que é apenas uma invenção
midiática e sensacionalista. Mas a verdade é que chegamos a um ponto na
conservação do nosso planeta que é inegável dizer que não há destruição de
nossas florestas e do nosso ecossistema em geral, ou que a poluição do último
século não vem afetando os recursos naturais de nosso planeta de forma intensa,
além de ter alterado o clima drasticamente em diversas áreas do mundo.
Bem. Se você
concorda com o parágrafo acima, então sigamos em frente.
A grande
probabilidade é que você tenha ouvido de muitos ambientalistas, defensores do
planeta e simpatizantes das ideias de sustentabilidade que, as soluções para
salvar nosso planeta da poluição são: trocar o carro pelo ônibus ou por
bicicletas, evitar usar o carro para qualquer lugar quando se puder andar até
lá, buscar alternativas como a energia solar/eólica, reduzir seus banhos,
fechar a torneira quando escova os dentes, lavar o carro com balde, limpar a
calçada somente com vassoura, etc etc etc. E tudo bem, há fundamento nessas
afirmações, afinal essas são maneiras nas quais nós podemos, sim, economizar os
recursos naturais do nosso planeta e/ou diminuir a poluição que é lançada ao
ar. Mas aqui vai uma surpresa para você: nenhuma
dessas atitudes é a principal causadora da poluição do planeta.
Faça uma
pesquisa e logo você irá descobrir:
Sabe qual é
a principal fonte de poluição no planeta?
Se você está me perguntando como pode a agropecuária causar a
poluição do ar, irei te explicar de uma maneira bem simples: a poluição do ar na
agropecuária é causada pelo pum e arroto das vacas. Isso mesmo, você leu
direito: o pum e o arroto (eructação) das vacas.
“A culpa é dosistema digestivo de ruminantes como as vaca, ovelhas, búfalos ou camelos, mastambém de animais como o porco, que funciona como uma pequena fábrica de
metano, um gás 20 vezes mais prejudicial para o ambiente do que o dióxido de
carbono emitido pelos meios de transporte, que é enviado para a atmosfera pelo
estrume e flatulência. (...) As vacas têm no estômago uma bactéria que faz com
que arrotem metano, e alguns estudos indicam que cada animal expele uma média
de 500 litros deste gás para a atmosfera por ano.”
Agora façamos as contas: considerando que no Brasil há uma criação de
aproximadamente 189.000.000 (189 milhões!) de cabeças de gado, e considerando
que cada vaca arrote 500L de metano por ano na atmosfera, em um ano, SÓ NO
BRASIL, são lançados cerca de 94.500.000.000L (noventa e quatro bilhões e quinhentos
milhões de litros) de metano na atmosfera do nosso planeta. Repetindo: Considerando
somente a produção de gado do Brasil.
“Para ter
uma ideia, para se conseguir um quilo de carne polui-se tanto como conduzir um
automóvel citadino durante 250 quilómetros e produz energia suficiente para
acender uma lâmpada de 100 watts durante 20 dias.”
Mas aposto que na mente de algum de vocês, pode estar a seguinte
questão: “Mas se eu consumo a carne de vaca, isso quer dizer que eu matei ela,
e portanto, ela não está mais produzindo gás metano. Portanto, estou ajudando o
meio ambiente!”. Mas é aí que você se engana. Você não está consumindo a carne
porque ela está sendo produzida. Ela está sendo produzida porque você quer
consumi-la. Isso é parte da lógica de “busca-demanda”. Ou seja, se MENOS
pessoas consumem carne, o mercado irá produzir MENOS carne, pois do contrário
eles teriam prejuízo, criando gado que não será vendido. Entende? Sendo assim,
a grande quantidade de vacas existentes (e que, consequentemente, poluem) dá-se
pela grande quantidade de consumidores de carne. Então quanto mais carnívoros,
mais poluição.
Além disso, sabe a nossa prezada Floresta Amazônica? Pois bem, 91%
da destruição da floresta da Amazônia é causada pela pecuária. Áreas enormes
são devastadas para que os bovinos possam ruminar; aproximadamente o equivalente a um campo de futebol por segundo.
Leila Salazar Lopes, da organização Amazon Watch:
“Tudo bem, estamos falando de poluição atmosférica, mas e quanto ao
consumo de água?”, você pode me perguntar.
Aqui vão alguns gráficos de quanto consome-se de água (pegada
hídrica) para a produção de alguns alimentos e produtos.
Quer entender melhor porque o boi gasta tanta água? Dá uma olhadinha
neste infográfico:
O consumo doméstico de água nos EUA equivale a 5% do gasto total de
água. Enquanto o uso para a agricultura animal ocupa 55% da fatia do bolo.
Você já
parou para pensar o quanto poderia ser economizado de água se não houvesse esta
produção animal excessiva? Quanta água poderia ser redistribuída para quem
necessita dela? E os alimentos então? A água necessária para obter 1kg de carne
seria o suficiente para produzir quase 7kg de arroz!
Quer mais?
O Autor Ambiental e de Ética, Dr. Will Tuttle, autor do livro “The World
Peace Diet”, afirma: “Animais livres, há 10.000 anos, constituíam 99% da
biomassa do planeta Terra, e os humanos constituíam apenas 1%. Hoje, só 10.000
anos depois, o que é uma fração do tempo, nós, humanos e os animais que detemos
como propriedade, constituímos 98% da biomassa. E os animais selvagens e
livres, apenas 2%.
Outro grande
problema que assola nosso meio ambiente é a pesca excessiva. Uma representante
do Sea Shepherd Conservation Society declara: “Os oceanos são atacados como
nunca e os ambientes marinhos estão em risco, e se não acordarmos e tomarmos
uma atitude, teremos oceanos sem peixes, ano de 2048. Essa é a previsão
científica.”
Lauren
Ornelas, Diretora Executiva do Food Empowerment Project, diz: “Às vezes, quando
as pessoas olham para a pesca, só reparam nos animais que são consumidos pelos
humanos, não reparam nos animais que são apanhados nas redes e em todos os
outros que são mortos pela indústria. Até a indústria do camarão devastou muito
o planeta, porque destruiu barreiras naturais que protegem as ilhas.”
“Mais de 28
bilhões de peixes foram retirados do oceano no ano passado (2014). Nunca
puderam recuperar. Não podem. Eles não se reproduzem tão rápido. Não voltam.
Não damos a oportunidade.” Susan Hartland, da Sea Shepherd Conservation Society.
Essas são algumas informações básicas. Eu já havia ouvido falar
sobre esse assunto há algum tempo, mas um documentário que abriu mais minha
visão em relação a isso foi o Cowspiracy – A Conspiração da Vaca. É possível
assisti-lo inteiro, legendado em português neste link: http://www.dailymotion.com/video/x2l2d66.
Eu elenquei
para vocês nessa postagem as informações mais relevantes do documentário e de
pesquisas da internet, mas recomendo assistirem o filme inteiro para verem os
depoimentos do produtor/cineasta Kip Andersen e dos participantes. Para você
que tem estomago fraco: não se preocupe. Diferente de outros documentários, não
há imagens fortes do “por trás das cenas” da indústria agropecuária. Mas há
muitos dados e números chocantes sobre a poluição de nosso meio ambiente e sua
ligação com a produção de gado.
E por que as
grandes organizações não divulgam essa informação?
Simples:
porque os grandes empresários da agropecuária faturam muito, mas muito com essa
indústria. E ter essa informação “vazada” poderia prejudicar o negócio deles,
pois isso poderia influenciar as pessoas a parar de comer carne, trazendo
prejuízo nas vendas (obviamente, isso só acontece se um grande número de
pessoas se tornasse veg(etari)ano; mas com a influência de ONGs, isso poderia
ocorrer). Um dos pontos de Kip ressalta no documentário é que, durante a
produção do documentário, ele percebe que muitos defensores da ideia de
tornar-se vegano para ajudar o meio-ambiente simplesmente sumiram; ou foram
encontrados mortos. E ele mesmo sente-se ameaçado com a remota possibilidade de
algo acontecer com ele, já que ele está ajudando a divulgar esse pensamento.
Ele também vê alguns de seus apoiadores mais tarde simplesmente recusarem-se a
ajudar no financiamento deste filme. E percebe que há algo muito maior por trás
da indústria agropecuária e da mídia de divulgação dos produtos.
Michael
Pollan, ambientalista e nutricionista, e autor de “The Omnivore’s Dilemma”,
quando perguntado por Kip sobre porque as grandes organizações ambientais não
abordam a questão da redução do consumo de carne, responde: “Acho que eles não o
abordam por o considerarem um fracasso político. Sim, porque muitas delas são
organizações que dependem de membros, e querem aumentar o número de pessoas que
contribuem, e se forem identificadas como anti-carne, ou desafiarem as pessoas
a mudar hábitos do cotidiano que lhes são tão queridos, vão perder dinheiro.”
Dr. Will
Tuttle afirma: “São empresas e querem garantir que têm uma fonte financeira
confiável.”
Leila
Salazar Lopez, da Amazon Watch: "Acho que no Brasil, especialmente, quando
pensamos no que aconteceu depois de o Código Florestal passar, as pessoas que
eram contra os lóbis e os interesses particulares da indústria de produção
animal e agropecuária, o que lhes acontecia, muitos dos que falavam eram
mortos. (...) Pessoas que se expunham e diziam que a pecuária estava destruindo
a Amazônia, muita gente que se expôs, como a Dorothy Stang, a freira que morava
no Pará, foi assassinada."
Para
finalizarmos:
Aposto que você
estava torcendo para o Leonardo DiCaprio ganhar o Oscar de Melhor Ator em 2016,
certo? Eu também, e fiquei muito feliz com a vitória dele! O filme foi incrível
e falou bastante sobre a relação da natureza com o homem. Porém, você prestou
atenção no discurso que ele fez? Muitas pessoas não. Acredita-se que DiCaprio
seja vegetariano, apesar de ele nunca ter feito uma declaração oficial sobre. Ele
aproveitou seu momento de glória no Oscar para alertar a sociedade sobre a importância
da preservação ambiental, bem como para chamar a atenção para o aquecimento
global.
Abaixo
transcrevo integralmente o discurso de Leo (grifo meu), mas se você preferir,
pode ver o vídeo legendado também:
“Muito obrigado a todos. Obrigado à Academia, obrigado a todos
os que estão neste auditório. Tenho que parabenizar os demais candidatos deste
ano por suas incríveis interpretações.O Regressoé fruto
dos esforços incansáveis de uma equipe e de um elenco incríveis.
Primeiro, meu irmão neste projeto, o senhor Thomas Hardy. Tom, o
seu talento feroz na tela só é superado por sua amizade fora dela. Ao senhor
Alejandro Iñárritu. À medida que a história do cinema se desenrola, você vem
abrindo seu caminho nesta história nos últimos dois anos. É um talento
incrível, obrigado a você e ao Chivo [Emmanuel Lubezki, diretor de fotografia]
por criar uma experiência cinematográfica relevante para todos nós.
Obrigado a todo mundo da Fox e da New Regency. Arnon Milchan,
você é o herói deste projeto. A minha equipe completa. Devo agradecer a todos
desde o início da minha carreira: ao senhor Caton-Jones, por me escolher para o
meu primeiro filme; ao senhor Scorsese, por me ensinar tanto sobre a arte
cinematográfica; ao senhor Rick Yorn, obrigado por me ajudar a me guiar nesta
indústria. Sem meus pais, nada disto teria sido possível. E aos meus amigos,
adoro vocês, vocês sabem quem são.
Por
último, só quero dizer isto:O Regressotrata da relação do homem com a natureza,
uma natureza que todos sentimos em 2015 como o ano mais quente já registrado.
Nossa produção precisou se deslocar ao ponto mais meridional deste planeta só
para poder encontrar neve.
A
mudança climática é real, está acontecendo agora mesmo. É a ameaça mais urgente
que a nossa espécie precisa enfrentar. Precisamos trabalhar juntos e deixar de
procrastinar. Precisamos apoiar os líderes de todo o mundo que não falam em
nome das grandes corporações poluentes, mas sim de toda a humanidade, dos povos
indígenas, de bilhões de pessoas desfavorecidas que serão as mais afetadas por
tudo isto, das crianças e de tanta gente cujas vozes foram afogadas pela
política da cobiça.
Obrigado a todos por este prêmio incrível desta noite. Não devemos encarar o planeta como algo
garantido. Não encaro esta noite como algo garantido”.
O post
de hoje foi longo, mas espero ter consigo transmitir minha mensagem para vocês.
Coloque na balança todos os benefícios de mudar sua alimentação, e garanto que
você encontrará mais motivos para abandonar a carne do que continuar a comê-la.
Mais uma vez, esse blog não tem a intenção de forçar ninguém a mudar sua alimentação. Apenas faço minhas
postagens com muito carinho para todos aqueles que estejam dispostos a ler de
coração aberto e mente aberta; e também para os veg(etari)anos que desejam
reforçar sua opção.
Obrigada
pela atenção de vocês, e espero que tenha gostado do post de hoje.
Voltando
para as postagens sobre a inteligência dos animais, e para fechar essa
sequência, hoje falarei um pouco sobre a inteligência dos porcos!! Garanto que
muitas pessoas vão se surpreender com alguns fatos sobre esses animais.
O
estereótipo que temos do porco é aquele bicho que vive no chiqueiro, todo sujo
e enlameado, que só sabe rolar na lama e comer lavagem. Mas esses animais são
muito mais do que isso.
Pra começar,
pense: para você, qual é o animal mais inteligente do planeta?
Você
provavelmente deve ter pensado nos cães ou nos golfinhos. Mas, acredite ou não,
uma pesquisa feita pelo Discovery e postada no site oficial deles colocou os porcos no topo da lista.
Neste site, que detalha mais a pesquisa, eles
afirmam: “ (...) cientistas colocaram porcos em frente a uma tela com um cursor
que poderia ser movimentado facilmente com os focinhos deles. A tela mostrava
imagens geométricas simples e, ao toque do focinho do porco, a imagem mudava.
Os resultados mostraram que os porcos têm a plena consciência e habilidade para
não ficar olhando para uma imagem repetida. Eles sabiam quais já tinham visto e
queriam ver mais, aprender mais.”
Além disso,
“Estudos de comportamento revelaram que os porcos têm capacidade de aprender e
sua inteligência é comparada a de uma criança de três anos. Diferentemente do
que se faz com cachorros, é impossível enganar um porco com petiscos por muito
tempo. Eles são independentes e gostam de resolver problemas sozinhos.”
Diferentemente
do que pensamos, os porcos gostam muito de correr na grama, e adaptam-se muito
bem a ambientes fechados, como casas também. Há registros de pessoas que mantêm
porcos como bichos de estimação, como você pode conferir nos vídeos abaixo:
E não para por aí! Pesquisas também mostram que "Os
porcos são conhecidos por sonhar, reconhecer seus próprios nomes, aprender
truques como sentar para um divertimento e levar vidas sociais de uma
complexidade anteriormente observada apenas em primatas. Assim como seres
humanos, os porcos gostam de ouvir música, brincar com bolas de futebol e
receber massagens".
Porcos também podem se tornar bichinhos de estimação!
Um estudo realizado pelo professor Donald Broom na Universidade de Cambridge
constatou que porcos conseguem utilizar espelhos para localizar alimentos que
não estão diretamente visíveis. Apenas algumas outras espécies, como golfinhos,
elefantes e chimpanzés, passaram no “teste do espelho”, entendendo que o que se
vê são reflexos, e não imagens de uma janela.
-
Porcos identificam objetos
Dr. Curtis ensinou porcos a sentar e pular, além de buscarem objetos como
bolas, halteres e frisbees. Mesmo após anos, os porcos ainda eram capazes de
identificar tais objetos.
- Porcos aprendem a regular a
temperatura ambiente
Na Universidade de Illinois, Dr. Curtis identificou que não só os porcos têm
preferências de temperatura, como também aprendem a ligar ou desligar o
aquecedor de um celeiro se acharem que está muito quente.- Porcos se limpam
Ao contrário do que diz a expressão popular, os porcos não suam, e portanto
gostam de tomar banho em água ou lama para se refrescarem. Um guardião de
porcos fez para eles um chuveiro, que eles aprenderam a ligar e desligar por si
mesmos.”
Precisa de mais para
percebermos o quanto devemos valorizar a vida desses animais?
A minha intenção
nessa sequência de postagem sobre a inteligência dos bichos não é para
compararmos uns aos outros e concluir qual “sofre menos” ou “sofre mais” de
acordo com sua inteligência; mas sim mostrar que todos eles têm níveis de
compreensão de sua condição enquanto vivos, ou seja: eles sabem
quando estão sofrendo, eles têm consciência de sua própria dor, e eles
fazem o possível para estar fora de sofrimento.
A vida de todos os
animais é importante e válida; precisamos ter coragem de abrirmos nossos olhos,
parar de ignorar o fato de que a
indústria da carne faz sim os animais sofrerem, pois afinal, está tirando a
vida deles! Não importa se o matadouro deixa-os inconsciente antes de mata-los
ou de que outra forma faz esse processo: de um jeito ou de outro, a vida de um
animal terminou para que a carne dele chegue ao nosso prato.
Sei que essa é uma
realidade dolorosa e incômoda para nós. Afinal, por que você gostaria de saber
que um porco sofreu para que você possa comer aquela fatia de bacon? Quem se
lembra do peixe morrendo quando o peixinho frito chega à mesa? Mas o
fato é que ignorar o que acontece na indústria da carne, não faz com que isso
deixe de acontecer.
A questão aqui não é
se sentir culpado por causa disso; nós fomos criados durante toda a nossa vida
acostumados a comer carne. O Brasil é um dos maiores produtores de gado do
mundo. Eu também já comi carne durante 16 anos da minha vida. Mas temos que
pensar: o que eu posso fazer para mudar esse quadro? O que eu posso fazer para
impedir que esses animais sofram e sejam mortos? Como eu posso mudar o planeta
com passos pequenos? Afinal, deixar de comer carne vai beneficiar você, os
animais e o meio ambiente.
Mafalda e sua porquinha Lili, da novela Eta Mundo Bom!
Será que é possível
abrir mão de nossos prazeres por um bem maior? Eu acredito que sim!
Fica a reflexão e eu
espero ter expandido os horizontes para todos os leitores aqui do blog em
relação aos animais e a indústria da carne. Estou sempre aberta a perguntas,
dúvidas, comentários, sugestões, dicas e etc. Espero que meu blog possa estar
sendo proveitoso a todos vocês, pois me sinto muito feliz em escrevê-lo.