quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Você sabe de onde vem o couro? - Vídeo da semana #1

Olá leitores, e sejam bem vindos ao meu blog mais uma vez!

No mundo da moda, o couro animal é muito valorizado, sendo usado como uma referência de bom gosto e classe. Mas como já me posicionei outras vezes aqui no blog, mesmo sendo apenas vegetariana (e não vegana), eu sou contra o uso de couro animal. Compro produtos apenas de couro sintético, pois até o couro chegar às prateleiras das lojas, os animais passam por um processo de crueldade.

Se existem tantas outras opções que são inofensivas aos nossos companheiros de evolução terrestre, para quê aderir a produtos que utilizam couro e pele de animais que foram forçados a sacrificar suas próprias vidas para que você pudesse usar sua roupa?



Caso você ainda não tenha parado para refletir de onde vem o couro, logo abaixo mostro um vídeo feito pela PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), uma ONG a favor dos animais, que mostra de trás para frente o processo que ocorre para que uma vaquinha em outra parte do mundo transforme-se em sapatos numa prateleira.

(Pode confiar para clicar! Não consegui colocar o vídeo na página do vlog, por isso adicionei o link acima).

Espero que isso valha de reflexão para pensarmos em como nossas escolhas mais banais podem afetar a vida de outros seres vivos neste planeta.

Até a próxima!

Go green!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Quebrando preconceitos #1: As plantas sentem dor?

Olá, leitores!

No post de hoje trago o início de mais uma sequência de posts que pretendo fazer; sendo que o tema deste será a quebra de preconceitos que muitos “comedores de carne” espalham por aí quando se trata do vegetarianismo.
E na primeira postagem dessa sequência eu trago pra vocês a explicação para a afirmação que já ouvi de vários carnívoros: “mas as plantas também sentem dor!”.
Então vamos lá.

Cientificamente falando, como é recebida a dor?
A dor que os seres vivos sentem acontece quando algum tecido do corpo sofre algum tipo de dano.
Por exemplo: quando um ser humano queima a mão no fogo, quando um cachorro pisa num espinho, quando um pássaro cai bruscamente no chão, etc.

Após isso, de acordo com o blog Fisiologia da Dor, algumas células morrem e liberam certas substâncias que "avisam" alguns neurônios especializados na transmissão da dor e que estão distribuídos por todo o corpo.
Resumidamente: a área afetada manda uma mensagem ao cérebro, avisando que há algo errado. A dor é como se o corpo estivesse te alertando de que há algo de errado, servindo para garantir sua sobrevivência.

Se você já assistiu House, pode ser que tenha visto o episódio em que uma paciente não sente nenhum tipo de dor. Isso se deve a uma doença chamada Síndrome de Riley-Day. 

Essa síndrome, apesar de primeiramente parecer conveniente na visão de alguns, na verdade é extremamente perigosa, pois há registros de portadores dessa doença que morreram extremamente cedo (com 30 anos, por exemplo), pois sofreram lesões ou machucados que não foram diagnosticados exatamente porque a pessoa não sentiu nenhuma dor, causando assim maiores complicações à saúde da pessoa, muitas vezes levando à morte.

Disso podemos concluir de que a dor que os seres vivos sentem é de extrema importância para sua sobrevivência.

E quais são os “requisitos” para sentir dor? São duas coisas simples:
  • ·         Tecido corporal sensível, e
  • ·         Sistema nervoso central


Antes da pergunta mais importante, vamos esclarecer uma questão. Quem são os seres vivos?
Os seres vivos são aqueles que nascem, crescem, se reproduzem e morrem, como os animais (inclusive o homem), fungos, plantas, algas, protozoários e bactérias. Os seres não vivos são aqueles inanimados, que não possuem vida, mas que também são da natureza, como o ar, a água, o solo e as pedras.

Então agora vamos à pergunta: quais seres vivos sentem dor?
Considerando que todos os seres vivos possuem algum tipo de tecido corporal sensível a estímulos exteriores, sobra apenas um requisito para responder essa pergunta: o sistema nervoso central.
Ou seja, os seres vivos que sentem dor são todos aqueles com sistema nervoso central capaz de assimilarem essa dor.
Isso exclui as plantas, pois estas não possuem sistema nervoso central.
Podemos concluir que os seres vivos capazes de sentir dor são os sencientes. Senciência é a capacidade de sentir dor, sofrer ou sentir prazer ou felicidade.


Por fim, sejamos honestos? Imagine-se tirando uma cenoura de sua horta no quintal e pense como ela reagiria. Depois imagine-se tirando a vida de uma vaca ou porco ou galinha e pense na reação deles.
Acho que podemos concordar, afinal, que as plantas não sentem dor, não é mesmo?

Até semana que vem!

Go green!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Tirinha da Semana #1

Olá, leitores!

A partir de hoje, irei começar uma sequência de postagens (não necessariamente todas as semanas) de tirinhas da semana e vídeos da semana.
Serão postagens em que, quando não houver matérias escritas, haverá uma tirinha ou um vídeo sobre vegetarianismo para estimular a sua reflexão.

A primeira tirinha da semana é da página Armandinho no Facebook. Criadas pelo ilustrador Alexandre Beck, as tirinhas são sobre uma criança, o Armandinho, que tem uma sensibilidade muito grande em relação a diversos assuntos. Basicamente uma criança com um coração enorme.
Alguns dos assuntos ilustrados tratam do vegetarianismo, ainda que indiretamente.

Enfim, bem sucinta e direta, fica a reflexão desta tirinha para vocês:




Beijos e boa semana!
Go green!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

3 anos de Vegetarianismo!!

Mais um post comemorativo para o meu blog!

O post de hoje é curtinho, pois é simplesmente para celebrar essa data que marca uma grande mudança na minha vida!

Hoje, dia 1º de agosto, completo 3 anos de vegetarianismo!

Há 3 anos e 1 dia atrás, eu decidi, após assistir um vídeo retratando a realidade da indústria da carne, que não iria mais colaborar com essa crueldade.
E foi assim que, no dia 1º de agosto de 2013, eu mudei meu estilo de vida com uma alimentação que é mais saudável, que colabora com o meio ambiente e com os animais que dividem esse planeta conosco.

Ter me tornado vegetariana faz com que a cada dia eu lembre da escolha que fiz. Não há um dia na minha vida de vegetarianismo que eu não pare por um instante para refletir sobre as consequências da minha escolha. E também não há um dia que eu não me sinta feliz e de consciência mais leve por ter deixado meus prazeres de lado e optado pela vida!



Mantenho esse blog para que pessoas como você, leitor, que eu acredito que tenha uma mente aberta - pois, caso contrário, não estaria aqui - tenham mais informações sobre o vegetarianismo, e para que vocês vejam que é possível SIM ser jovem e vegetariano na sociedade atual.
Essa é uma maneira que encontrei de expor meus argumentos do porquê o vegetarianismo é um estilo de vida mais saudável e sustentável. É obviamente menos cansativo do que repetidamente ter que expor os motivos a pessoas que, muitas vezes, não estão dispostas a ouvi-los, mas que tocam no assunto somente para provocar algum tipo de polêmica. Além disso, gosto de postar aqui também porque ninguém é obrigado a abrir esse blog e ler o que posto. A proposta de mudança é de quem está lendo, e eu simplesmente mostro-lhe os motivos pelos quais acredito ser melhor para todas as partes optar pelo vegetarianismo.

Se você já é um leitor antigo do blog, muito obrigada por estar me acompanhando! Espero que goste das minhas postagens, ainda que muitas vezes eu fique um longo período de tempo sem escrever.
Se você chegou agora e esse é um dos primeiros posts que está lendo, seja muito bem-vindo! Sinta-se à vontade para navegar pelas postagens de acordo com o assunto que mais lhe interessa! Espero que meu blog possa despertar-lhe uma nova consciência em relação ao mundo em que vivemos.

Digo e repito: é possível sim ser vegetariano na sociedade atual; é possível viver uma vida em maior equilíbrio com o planeta e os animais; é possível mudar seu estilo de vida. Eu sou a prova viva disso.

GO GREEN!


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Não compre a Dory!

Olá, leitores queridos!

Aproveitando o embalo do filme Procurando Dory, que tem sido um sucesso de bilheterias (e que inclusive eu já assisti, porque Procurando Nemo foi parte da minha infância), vamos falar novamente sobre peixes!


Você sabe que tipo de peixe é a Dory?

Ela é um cirurgião-patela. Esse peixe vive tipicamente em águas transparentes, em zonas de correntes e em recifes de corais.



Mas por que eu estou divulgando essas informações?
Porque é muito comum que após um blockbuster como esse, muitas pessoas (e principalmente crianças) saiam do cinema com vontade de adquirir um peixinho dessa espécie.

Mas eu peço encarecidamente que você não o faça!
E eu te digo o porquê! Esse peixe não é tão fácil de cuidar quanto o peixinho dourado, o beta, ou outras espécies que são mais comuns de se ter no aquário. O cirurgião-patela é um peixe exótico, não acostumado a ser criado em cativeiro. É preciso muuuito cuidado e experiência para criar um peixinho desse no aquário sem ter maiores ocorrências.

Além disso, a compra de "Dorys" em grande escala pode colocar a espécie em risco - principalmente risco de extinção!
Isso acontece porque o cirurgião-patela, diferente de outros peixes, não pode ser reproduzido em cativeiro, o que significa que é preciso tirar grandes quantidades desse peixe de dentro do seu habitat natural - no caso, o mar - para poder suprir a demanda de compra e comercializá-lo. Isso pode afetar sem medidas todo o habitat natural marinho na qual "as Dorys" fazem parte. 

Recentemente, a National Geographic divulgou um vídeo no Facebook tratando sobre esse problema, falando exatamente o que está exposto acima, e você pode conferir esse vídeo abaixo:


Por mais que você tenha simpatizado com esse peixinho azul, deixe que ele seja livre no lugar onde ele pertence: no fundo do mar, para que ele continue a nadar, nadar, nadar...

Compartilhe e divulgue essa postagem e ajude a salvar a Dory!


Ah! E não se esqueça do lema mais importante:

Peixes são amigos...

Não comida!


terça-feira, 5 de abril de 2016

Quer salvar o mundo? Torne-se VEG(ETARI)ANO

Quer salvar o mundo? Torne-se VEG(ETARI)ANO



 Bem vindo de volta, leitor!
O post de hoje veio depois de eu pensar muito sobre ele, pois é um assunto que há tempos eu queria falar sobre... Porém sempre soube que daria um post muito extenso, e que iria me levar dias para escrevê-lo por inteiro.
Então já fica avisado que a postagem de hoje será longa e talvez até um pouco complicada; mas fica o convite para quem tiver a mente aberta e estiver disposto a entender porque eu lhes digo que mudar sua alimentação pode ser um meio de salvar o planeta.

Se você chegou até aqui por livre e espontânea vontade, então seja bem-vindo a uma nova consciência.

Quer salvar o mundo? Torne-se VEG(ETARI)ANO
Você provavelmente já ouviu falar do efeito estufa, certo? Há pensadores que dizem que o efeito estufa é real, que vêm acontecendo há muito anos e trará consequências sérias; e outros dizem que não, que é apenas uma invenção midiática e sensacionalista. Mas a verdade é que chegamos a um ponto na conservação do nosso planeta que é inegável dizer que não há destruição de nossas florestas e do nosso ecossistema em geral, ou que a poluição do último século não vem afetando os recursos naturais de nosso planeta de forma intensa, além de ter alterado o clima drasticamente em diversas áreas do mundo.
Bem. Se você concorda com o parágrafo acima, então sigamos em frente.

A grande probabilidade é que você tenha ouvido de muitos ambientalistas, defensores do planeta e simpatizantes das ideias de sustentabilidade que, as soluções para salvar nosso planeta da poluição são: trocar o carro pelo ônibus ou por bicicletas, evitar usar o carro para qualquer lugar quando se puder andar até lá, buscar alternativas como a energia solar/eólica, reduzir seus banhos, fechar a torneira quando escova os dentes, lavar o carro com balde, limpar a calçada somente com vassoura, etc etc etc. E tudo bem, há fundamento nessas afirmações, afinal essas são maneiras nas quais nós podemos, sim, economizar os recursos naturais do nosso planeta e/ou diminuir a poluição que é lançada ao ar. Mas aqui vai uma surpresa para você: nenhuma dessas atitudes é a principal causadora da poluição do planeta.


Faça uma pesquisa e logo você irá descobrir:

Sabe qual é a principal fonte de poluição no planeta?


A agropecuária.




Se você está me perguntando como pode a agropecuária causar a poluição do ar, irei te explicar de uma maneira bem simples: a poluição do ar na agropecuária é causada pelo pum e arroto das vacas. Isso mesmo, você leu direito: o pum e o arroto (eructação) das vacas.
A culpa é dosistema digestivo de ruminantes como as vaca, ovelhas, búfalos ou camelos, mastambém de animais como o porco, que funciona como uma pequena fábrica de metano, um gás 20 vezes mais prejudicial para o ambiente do que o dióxido de carbono emitido pelos meios de transporte, que é enviado para a atmosfera pelo estrume e flatulência. (...) As vacas têm no estômago uma bactéria que faz com que arrotem metano, e alguns estudos indicam que cada animal expele uma média de 500 litros deste gás para a atmosfera por ano.”
Agora façamos as contas: considerando que no Brasil há uma criação de aproximadamente 189.000.000 (189 milhões!) de cabeças de gado, e considerando que cada vaca arrote 500L de metano por ano na atmosfera, em um ano, SÓ NO BRASIL, são lançados cerca de 94.500.000.000L (noventa e quatro bilhões e quinhentos milhões de litros) de metano na atmosfera do nosso planeta. Repetindo: Considerando somente a produção de gado do Brasil.
“Para ter uma ideia, para se conseguir um quilo de carne polui-se tanto como conduzir um automóvel citadino durante 250 quilómetros e produz energia suficiente para acender uma lâmpada de 100 watts durante 20 dias.”

Mas aposto que na mente de algum de vocês, pode estar a seguinte questão: “Mas se eu consumo a carne de vaca, isso quer dizer que eu matei ela, e portanto, ela não está mais produzindo gás metano. Portanto, estou ajudando o meio ambiente!”. Mas é aí que você se engana. Você não está consumindo a carne porque ela está sendo produzida. Ela está sendo produzida porque você quer consumi-la. Isso é parte da lógica de “busca-demanda”. Ou seja, se MENOS pessoas consumem carne, o mercado irá produzir MENOS carne, pois do contrário eles teriam prejuízo, criando gado que não será vendido. Entende? Sendo assim, a grande quantidade de vacas existentes (e que, consequentemente, poluem) dá-se pela grande quantidade de consumidores de carne. Então quanto mais carnívoros, mais poluição.
Além disso, sabe a nossa prezada Floresta Amazônica? Pois bem, 91% da destruição da floresta da Amazônia é causada pela pecuária. Áreas enormes são devastadas para que os bovinos possam ruminar; aproximadamente o equivalente a um campo de futebol por segundo.

Leila Salazar Lopes, da organização Amazon Watch:



“Tudo bem, estamos falando de poluição atmosférica, mas e quanto ao consumo de água?”, você pode me perguntar.
Aqui vão alguns gráficos de quanto consome-se de água (pegada hídrica) para a produção de alguns alimentos e produtos.




Quer entender melhor porque o boi gasta tanta água? Dá uma olhadinha neste infográfico:

O consumo doméstico de água nos EUA equivale a 5% do gasto total de água. Enquanto o uso para a agricultura animal ocupa 55% da fatia do bolo.


Você já parou para pensar o quanto poderia ser economizado de água se não houvesse esta produção animal excessiva? Quanta água poderia ser redistribuída para quem necessita dela? E os alimentos então? A água necessária para obter 1kg de carne seria o suficiente para produzir quase 7kg de arroz!

Quer mais?
O Autor Ambiental e de Ética, Dr. Will Tuttle, autor do livro “The World Peace Diet”, afirma: “Animais livres, há 10.000 anos, constituíam 99% da biomassa do planeta Terra, e os humanos constituíam apenas 1%. Hoje, só 10.000 anos depois, o que é uma fração do tempo, nós, humanos e os animais que detemos como propriedade, constituímos 98% da biomassa. E os animais selvagens e livres, apenas 2%.
Outro grande problema que assola nosso meio ambiente é a pesca excessiva. Uma representante do Sea Shepherd Conservation Society declara: “Os oceanos são atacados como nunca e os ambientes marinhos estão em risco, e se não acordarmos e tomarmos uma atitude, teremos oceanos sem peixes, ano de 2048. Essa é a previsão científica.”

Lauren Ornelas, Diretora Executiva do Food Empowerment Project, diz: “Às vezes, quando as pessoas olham para a pesca, só reparam nos animais que são consumidos pelos humanos, não reparam nos animais que são apanhados nas redes e em todos os outros que são mortos pela indústria. Até a indústria do camarão devastou muito o planeta, porque destruiu barreiras naturais que protegem as ilhas.”



“Mais de 28 bilhões de peixes foram retirados do oceano no ano passado (2014). Nunca puderam recuperar. Não podem. Eles não se reproduzem tão rápido. Não voltam. Não damos a oportunidade.” Susan Hartland, da Sea Shepherd Conservation Society.



Essas são algumas informações básicas. Eu já havia ouvido falar sobre esse assunto há algum tempo, mas um documentário que abriu mais minha visão em relação a isso foi o Cowspiracy – A Conspiração da Vaca. É possível assisti-lo inteiro, legendado em português neste link: http://www.dailymotion.com/video/x2l2d66.
Eu elenquei para vocês nessa postagem as informações mais relevantes do documentário e de pesquisas da internet, mas recomendo assistirem o filme inteiro para verem os depoimentos do produtor/cineasta Kip Andersen e dos participantes. Para você que tem estomago fraco: não se preocupe. Diferente de outros documentários, não há imagens fortes do “por trás das cenas” da indústria agropecuária. Mas há muitos dados e números chocantes sobre a poluição de nosso meio ambiente e sua ligação com a produção de gado.
E por que as grandes organizações não divulgam essa informação?
Simples: porque os grandes empresários da agropecuária faturam muito, mas muito com essa indústria. E ter essa informação “vazada” poderia prejudicar o negócio deles, pois isso poderia influenciar as pessoas a parar de comer carne, trazendo prejuízo nas vendas (obviamente, isso só acontece se um grande número de pessoas se tornasse veg(etari)ano; mas com a influência de ONGs, isso poderia ocorrer). Um dos pontos de Kip ressalta no documentário é que, durante a produção do documentário, ele percebe que muitos defensores da ideia de tornar-se vegano para ajudar o meio-ambiente simplesmente sumiram; ou foram encontrados mortos. E ele mesmo sente-se ameaçado com a remota possibilidade de algo acontecer com ele, já que ele está ajudando a divulgar esse pensamento. Ele também vê alguns de seus apoiadores mais tarde simplesmente recusarem-se a ajudar no financiamento deste filme. E percebe que há algo muito maior por trás da indústria agropecuária e da mídia de divulgação dos produtos.

Michael Pollan, ambientalista e nutricionista, e autor de “The Omnivore’s Dilemma”, quando perguntado por Kip sobre porque as grandes organizações ambientais não abordam a questão da redução do consumo de carne, responde: “Acho que eles não o abordam por o considerarem um fracasso político. Sim, porque muitas delas são organizações que dependem de membros, e querem aumentar o número de pessoas que contribuem, e se forem identificadas como anti-carne, ou desafiarem as pessoas a mudar hábitos do cotidiano que lhes são tão queridos, vão perder dinheiro.”

Dr. Will Tuttle afirma: “São empresas e querem garantir que têm uma fonte financeira confiável.”


Leila Salazar Lopez, da Amazon Watch: "Acho que no Brasil, especialmente, quando pensamos no que aconteceu depois de o Código Florestal passar, as pessoas que eram contra os lóbis e os interesses particulares da indústria de produção animal e agropecuária, o que lhes acontecia, muitos dos que falavam eram mortos. (...) Pessoas que se expunham e diziam que a pecuária estava destruindo a Amazônia, muita gente que se expôs, como a Dorothy Stang, a freira que morava no Pará, foi assassinada."




Para finalizarmos:
Aposto que você estava torcendo para o Leonardo DiCaprio ganhar o Oscar de Melhor Ator em 2016, certo? Eu também, e fiquei muito feliz com a vitória dele! O filme foi incrível e falou bastante sobre a relação da natureza com o homem. Porém, você prestou atenção no discurso que ele fez? Muitas pessoas não. Acredita-se que DiCaprio seja vegetariano, apesar de ele nunca ter feito uma declaração oficial sobre. Ele aproveitou seu momento de glória no Oscar para alertar a sociedade sobre a importância da preservação ambiental, bem como para chamar a atenção para o aquecimento global.
Abaixo transcrevo integralmente o discurso de Leo (grifo meu), mas se você preferir, pode ver o vídeo legendado também:


“Muito obrigado a todos. Obrigado à Academia, obrigado a todos os que estão neste auditório. Tenho que parabenizar os demais candidatos deste ano por suas incríveis interpretações. O Regresso é fruto dos esforços incansáveis de uma equipe e de um elenco incríveis.
Primeiro, meu irmão neste projeto, o senhor Thomas Hardy. Tom, o seu talento feroz na tela só é superado por sua amizade fora dela. Ao senhor Alejandro Iñárritu. À medida que a história do cinema se desenrola, você vem abrindo seu caminho nesta história nos últimos dois anos. É um talento incrível, obrigado a você e ao Chivo [Emmanuel Lubezki, diretor de fotografia] por criar uma experiência cinematográfica relevante para todos nós.
Obrigado a todo mundo da Fox e da New Regency. Arnon Milchan, você é o herói deste projeto. A minha equipe completa. Devo agradecer a todos desde o início da minha carreira: ao senhor Caton-Jones, por me escolher para o meu primeiro filme; ao senhor Scorsese, por me ensinar tanto sobre a arte cinematográfica; ao senhor Rick Yorn, obrigado por me ajudar a me guiar nesta indústria. Sem meus pais, nada disto teria sido possível. E aos meus amigos, adoro vocês, vocês sabem quem são.
Por último, só quero dizer isto: O Regresso trata da relação do homem com a natureza, uma natureza que todos sentimos em 2015 como o ano mais quente já registrado. Nossa produção precisou se deslocar ao ponto mais meridional deste planeta só para poder encontrar neve.
A mudança climática é real, está acontecendo agora mesmo. É a ameaça mais urgente que a nossa espécie precisa enfrentar. Precisamos trabalhar juntos e deixar de procrastinar. Precisamos apoiar os líderes de todo o mundo que não falam em nome das grandes corporações poluentes, mas sim de toda a humanidade, dos povos indígenas, de bilhões de pessoas desfavorecidas que serão as mais afetadas por tudo isto, das crianças e de tanta gente cujas vozes foram afogadas pela política da cobiça.
Obrigado a todos por este prêmio incrível desta noite. Não devemos encarar o planeta como algo garantido. Não encaro esta noite como algo garantido”.

O post de hoje foi longo, mas espero ter consigo transmitir minha mensagem para vocês. Coloque na balança todos os benefícios de mudar sua alimentação, e garanto que você encontrará mais motivos para abandonar a carne do que continuar a comê-la. Mais uma vez, esse blog não tem a intenção de forçar ninguém a mudar sua alimentação. Apenas faço minhas postagens com muito carinho para todos aqueles que estejam dispostos a ler de coração aberto e mente aberta; e também para os veg(etari)anos que desejam reforçar sua opção. 
Obrigada pela atenção de vocês, e espero que tenha gostado do post de hoje.
GO GREEN! <3

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A Inteligência dos Animais - Porcos

Olá, leitor!

Voltando para as postagens sobre a inteligência dos animais, e para fechar essa sequência, hoje falarei um pouco sobre a inteligência dos porcos!! Garanto que muitas pessoas vão se surpreender com alguns fatos sobre esses animais.



O estereótipo que temos do porco é aquele bicho que vive no chiqueiro, todo sujo e enlameado, que só sabe rolar na lama e comer lavagem. Mas esses animais são muito mais do que isso.
Pra começar, pense: para você, qual é o animal mais inteligente do planeta?




Você provavelmente deve ter pensado nos cães ou nos golfinhos. Mas, acredite ou não, uma pesquisa feita pelo Discovery e postada no site oficial deles colocou os porcos no topo da lista.
Neste site, que detalha mais a pesquisa, eles afirmam: “ (...) cientistas colocaram porcos em frente a uma tela com um cursor que poderia ser movimentado facilmente com os focinhos deles. A tela mostrava imagens geométricas simples e, ao toque do focinho do porco, a imagem mudava. Os resultados mostraram que os porcos têm a plena consciência e habilidade para não ficar olhando para uma imagem repetida. Eles sabiam quais já tinham visto e queriam ver mais, aprender mais.”

Além disso, “Estudos de comportamento revelaram que os porcos têm capacidade de aprender e sua inteligência é comparada a de uma criança de três anos. Diferentemente do que se faz com cachorros, é impossível enganar um porco com petiscos por muito tempo. Eles são independentes e gostam de resolver problemas sozinhos.”

Diferentemente do que pensamos, os porcos gostam muito de correr na grama, e adaptam-se muito bem a ambientes fechados, como casas também. Há registros de pessoas que mantêm porcos como bichos de estimação, como você pode conferir nos vídeos abaixo:






E não para por aí! Pesquisas também mostram que "Os porcos são conhecidos por sonhar, reconhecer seus próprios nomes, aprender truques como sentar para um divertimento e levar vidas sociais de uma complexidade anteriormente observada apenas em primatas. Assim como seres humanos, os porcos gostam de ouvir música, brincar com bolas de futebol e receber massagens".

Porcos também podem se tornar bichinhos de estimação!


Enfim, há muitas outras pesquisas que comprovam a capacidade cognitiva desses bichinhos:

“- Porcos utilizam ferramentas
Um estudo realizado pelo professor Donald Broom na Universidade de Cambridge constatou que porcos conseguem utilizar espelhos para localizar alimentos que não estão diretamente visíveis. Apenas algumas outras espécies, como golfinhos, elefantes e chimpanzés, passaram no “teste do espelho”, entendendo que o que se vê são reflexos, e não imagens de uma janela.
- Porcos identificam objetos Dr. Curtis ensinou porcos a sentar e pular, além de buscarem objetos como bolas, halteres e frisbees. Mesmo após anos, os porcos ainda eram capazes de identificar tais objetos.
- Porcos aprendem a regular a temperatura ambiente Na Universidade de Illinois, Dr. Curtis identificou que não só os porcos têm preferências de temperatura, como também aprendem a ligar ou desligar o aquecedor de um celeiro se acharem que está muito quente. - Porcos se limpam Ao contrário do que diz a expressão popular, os porcos não suam, e portanto gostam de tomar banho em água ou lama para se refrescarem. Um guardião de porcos fez para eles um chuveiro, que eles aprenderam a ligar e desligar por si mesmos. 
Precisa de mais para percebermos o quanto devemos valorizar a vida desses animais?

A minha intenção nessa sequência de postagem sobre a inteligência dos bichos não é para compararmos uns aos outros e concluir qual “sofre menos” ou “sofre mais” de acordo com sua inteligência; mas sim mostrar que todos eles têm níveis de compreensão de sua condição enquanto vivos, ou seja: eles sabem quando estão sofrendo, eles têm consciência de sua própria dor, e eles fazem o possível para estar fora de sofrimento.

A vida de todos os animais é importante e válida; precisamos ter coragem de abrirmos nossos olhos, parar de ignorar o fato de que a indústria da carne faz sim os animais sofrerem, pois afinal, está tirando a vida deles! Não importa se o matadouro deixa-os inconsciente antes de mata-los ou de que outra forma faz esse processo: de um jeito ou de outro, a vida de um animal terminou para que a carne dele chegue ao nosso prato.

Sei que essa é uma realidade dolorosa e incômoda para nós. Afinal, por que você gostaria de saber que um porco sofreu para que você possa comer aquela fatia de bacon? Quem se lembra do peixe morrendo quando o peixinho frito chega à mesa? Mas o fato é que ignorar o que acontece na indústria da carne, não faz com que isso deixe de acontecer.

A questão aqui não é se sentir culpado por causa disso; nós fomos criados durante toda a nossa vida acostumados a comer carne. O Brasil é um dos maiores produtores de gado do mundo. Eu também já comi carne durante 16 anos da minha vida. Mas temos que pensar: o que eu posso fazer para mudar esse quadro? O que eu posso fazer para impedir que esses animais sofram e sejam mortos? Como eu posso mudar o planeta com passos pequenos? Afinal, deixar de comer carne vai beneficiar você, os animais e o meio ambiente.

Mafalda e sua porquinha Lili, da novela Eta Mundo Bom!

Será que é possível abrir mão de nossos prazeres por um bem maior? Eu acredito que sim!

Fica a reflexão e eu espero ter expandido os horizontes para todos os leitores aqui do blog em relação aos animais e a indústria da carne. Estou sempre aberta a perguntas, dúvidas, comentários, sugestões, dicas e etc. Espero que meu blog possa estar sendo proveitoso a todos vocês, pois me sinto muito feliz em escrevê-lo.

Nos vemos na próxima postagem.


GO GREEN!